A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou uma nova polêmica nesta quarta-feira, 4, após o senador anunciar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. A escolha chamou atenção não só por contrariar a promessa feita anteriormente pelo próprio candidato de indicar uma mulher para compor a chapa, mas também pelas acusações que envolvem o parlamentar.
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As acusações contra o deputado vieram à tona durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual Alfredo Gaspar foi relator. Na ocasião, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou o parlamentar de "estuprador" durante o debate.
Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) teriam encaminhado à Polícia Federal documentos que consideram provas de um suposto caso de estupro de vulnerável, além de tentativas de suborno envolvendo familiares da vítima.
Os parlamentares afirmam que o episódio teria ocorrido há oito anos e envolvido uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. De acordo com a versão apresentada por eles, a jovem atualmente teria 21 anos e a criança, oito. Eles também sustentam que a avó do bebê teria sido registrada como mãe da criança em razão da idade da adolescente na época.
Alfredo Gaspar nega as acusações. O deputado afirma que a história foi distorcida e diz que o caso citado se refere, na realidade, ao seu primo, Maurício César Brêda Filho. Segundo sua versão, o parente teria mantido um relacionamento com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ainda era menor de idade.
Ainda conforme Gaspar, a mulher engravidou, mudou-se para o Rio de Janeiro sem comunicar a família do jovem e posteriormente constituiu uma nova família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe revelou a identidade do pai biológico, levando a adolescente a procurá-lo em 2012.
O parlamentar ingressou na Justiça com ações por calúnia e injúria contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke. O Terra buscou a equipe do deputado para comentar o caso, mas não obteve resposta.
Além das acusações de estupro, Alfredo Gaspar também foi alvo de uma investigação no Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão apurou suspeitas relacionadas ao repasse de cerca de R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José da Laje, em Alagoas. Ao final, a PGR optou por arquivar a denúncia.
*Com informações da Agência Estado