Quase metade dos brasileiros tem opinião desfavorável sobre os EUA, aponta Genial/Quaest

Levantamento foi feito entre 10 e 13 de julho, quando o tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil ainda estava na expectativa de ser anunciado

16 jul 2026 - 09h57
(atualizado às 10h17)
Resultado da pesquisa foi divulgado no mesmo dia em que os EUA anunciaram nova taxa sobre o Brasil
Resultado da pesquisa foi divulgado no mesmo dia em que os EUA anunciaram nova taxa sobre o Brasil
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

A opinião desfavorável dos brasileiros com relação aos Estados Unidos aumentou nos últimos meses, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16. Cerca de 48% dos respondentes se disseram ter uma imagem negativa do país governado pelo presidente Donald Trump.

O levantamento foi feito entre 10 e 13 de julho, quando o tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil ainda estava na expectativa de ser anunciado. A nova taxa foi confirmada nesta madrugada e deve entrar em vigor a partir do dia 22

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Segundo o histórico da pesquisa, a percepção dos brasileiros sobre os EUA começou a mudar a partir de março de 2025, quando saiu do percentual de 24% desfavoráveis aos país em fevereiro do ano anterior para 41%.

Naquela edição, o número de brasileiros favoráveis aos EUA ainda era maior que o contrário, com 44% dos respondentes, mas o panorama já se alterou na edição seguinte da pesquisa. 

Foto: Pesquisa Genial/Quaest

De agosto de 2025 para cá, o percentual de brasileiros com imagem negativa dos EUA se manteve maior dos com imagem positiva. Esta edição, porém, é a que traz a maior diferença percentual entre os grupos: 14 pontos percentuais. 

A pesquisa foi registrada sob o número BR-07181/2026 e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

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O questionário também mostrou que os brasileiros estavam mais atentos ao tarifaço em 2025 do que este ano. Em agosto do ano passado, 83% deles sabiam da existência do tarifaço; já em julho de 2026, 62% estavam informados da possibilidade da nova taxação.

Também caiu a percepção de que as novas tarifas devem prejudicar a vida dos brasileiros. Em 2025, 74% acreditavam nisso; em 2026, caiu para 63%. 

As tarifas também aparecem vinculadas de forma negativa ao bolsonarismo. Dos entrevistados, 51% concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi quem pediu a taxação a Trump. Por outro lado, 30% estão do lado de Flávio na narrativa de que, na verdade, ele teria pedido ao norte-americano para não taxar o Brasil

Além disso, 49% concordam com Lula de que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix, enquanto 33% concordam com Flávio de que são reações às declarações do petista contra os EUA. 

No comunicado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) disse que a nova taxa “é necessária para combater essas práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em igualdade de condições".

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"As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação”, declarou Jamieson Greer, chefe do USTR.

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Ainda com relação ao vínculo entre Lula e Flávio com as tarifas, a pesquisa perguntou aos entrevistados quem sabia que o pré-candidato à Presidência pelo PL havia ido aos EUA para falar com Trump sobre a nova taxa: 43% disseram que sim e 57%, que não.

Além disso, 58% disseram não acreditar que Flávio tenha força para negociar contra as tarifas e veem a taxação como negativa à sua campanha. 

Fonte: Portal Terra
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