PSD oficializa Ronaldo Caiado como candidato à Presidência em chapa puro-sangue com Kassab

Ex-governador de Goiás firmou posição como contraponto a Lula e Flávio Bolsonaro e suas brigas 'inúteis'

26 jul 2026 - 10h42
(atualizado às 11h36)
Ronaldo Caiado, candidato do PSD a presidente, na convenção do partido, em São Paulo
Ronaldo Caiado, candidato do PSD a presidente, na convenção do partido, em São Paulo
Foto: Isabella Lima/Terra

O PSD confirmou, neste domingo, 26, a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República durante convenção realizada no centro de São Paulo. "É uma eleição que, podemos tranquilamente dizer, que será a mais importante da história deste país", disse Caiado, completando que o momento é desafio, com a população não acreditando nas instituições. Ele falou não ter nada a esconder e "muito para mostrar".

Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra

Ao entrar oficialmente na corrida presidencial, Caiado busca se consolidar como representante do campo da centro-direita. Durante o encontro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi oficializado como como candidato da chapa a vice-presidente.

Publicidade

Esta é a primeira vez, desde a criação do partido, em 2011, que o PSD terá um candidato próprio à Presidência. Os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Júnior, que chegaram estar na disputa pela candidatura, estiveram presentes na convenção. Leite dendeu Caiado com chance de o Brasil sair da "polarização radicalizada".

Dias antes da convenção do PSD ainda havia a expectativa em torno da presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Convidado para prestigiar Kassab, que integrou sua gestão como secretário de Relações Institucionais no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio desistiu de comparecer e optou por enviar um representante ao evento e foi cumprir agenda em Ribeirão Preto, no interior paulista, cidade atingida pelas chuvas na região. A decisão busca evitar desgaste com Flávio Bolsonaro, aliado com quem o governador divide o mesmo palanque em São Paulo.

Disputa com Flávio Bolsonaro

A convenção também reforçou a entrada definitiva de Caiado na disputa em um cenário de concorrência entre candidatos do campo conservador. Primeiro político a se colocar como pré-candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás tem apostado em propostas voltadas à segurança pública, tema que também ocupa espaço central na campanha de seu principal adversário à direita, Flávio Bolsonaro.

O evento acontece em meio aos esforços de Caiado para ampliar sua competitividade nas pesquisas de intenção de voto. Embora tenha intensificado sua presença no debate nacional após ser escolhido pelo PSD, o ex-governador ainda aparece atrás de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro nos principais levantamentos eleitorais.

Publicidade

Na convenção, Caiado disse que as brigas entre Lula e Flávio são "inúteis", por "vaidade e poder", com crises que não resolvem o problema da sociedade. "E, mesmo assim, os rejeitados estão conseguindo, nesta estratégia, poder ainda alimentar um percentual significativo de apoios." 

Hoje, na convenção, ao responder uma pergunta se apoiaria Flávio em um eventual segundo turno, Caiado responderá que será ele quem estará na disputa com Lula.

Nos últimos dias, Caiado elevou o tom das críticas ao candidato do PL. Ao comentar a estratégia de Flávio Bolsonaro de associar sua campanha à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que “liderança você não herda, liderança você cria”.

Na quarta-feira, 23, o candidato também criticou a declaração de Flávio sobre as urnas eletrônicas durante encontro com embaixadores. “Quarenta e dois embaixadores numa sala: dava pra vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento”, disse. Na ocasião, Flávio afirmou, de forma falsa, que as urnas brasileiras têm a mesma origem das utilizadas pela empresa venezuelana Smartmatic e associou a companhia a uma fraude nas eleições da Venezuela em 2012.

Publicidade

Além disso, Caiado já comparou os desentendimentos entre Flávio e Michelle Bolsonaro ao programa de televisão Casos de Família. E também criticou a postura senador diante do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. 

Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações