Apoiadores de Renan Santos (Missão) protestaram diante da TV Globo, no Rio, após o cancelamento do debate presidencial. A emissora suspendeu o evento devido a decisões judiciais que impuseram a presença de Renan e Romeu Zema, além de vetarem o púlpito vazio de Lula. Durante a manifestação com críticas a Lula e Flávio Bolsonaro, policiais militares avançaram armados contra o grupo para estabilizar a área. O ato havia sido convocado pela exclusão inicial de Renan das regras acordadas pelo canal.
O candidato a presidente Renan Santos (Missão) e seus apoiadores realizaram um ato de campanha na em frente à sede da TV Globo, no Jardim Botânico, bairro do Rio de Janeiro, após a emissora cancelar o debate presidencial previsto para a noite desta quinta-feira, 1º.
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Vídeo obtido pelo Estadão mostra policiais militares em formação avançando na direção dos manifestantes - é possível ver um agente empunhando uma arma. Procurada, a Polícia Militar informou que atua para estabilizar a região.
Renan e outras lideranças do Missão discursaram em um carro de som em frente à sede da emissora com críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O protesto foi convocado originalmente porque a Globo não convidou Renan para participar do debate - a emissora acordou com as campanhas que apenas os candidatos cujo partidos tenham no mínimo cinco parlamentares seriam chamados.
Horas antes do início da atração, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou a participação do Renan. A Globo, porém, decidiu cancelar o debate devido a uma série de decisões judiciais que, em sua visão, interferiram nas regras do debate. A Justiça Eleitoral proibiu que o canal de televisão exibisse o púlpito vazio de Lula e também ordenou a presença de Romeu Zema (Novo) no debate.