O que os presidenciáveis já disseram sobre o fim da escala 6x1

Candidatos à Presidência divergem sobre os efeitos da mudança na economia e na vida dos trabalhadores

4 set 2026 - 04h58
Ato pelo fim da escala 6x1 em 1º de maio em São Paulo
Ato pelo fim da escala 6x1 em 1º de maio em São Paulo
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 só será votada após as eleições. Após meses de discussão, a proposta foi aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que PEC 221/2019 só irá para votação no Plenário depois da definição nas urnas. 

A proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e mantém os salários, com uma transição gradual. Embora o debate sobre a PEC tenha ocorrido com mais intensidade na Câmara e no Senado, a medida também ganhou espaço na disputa presidencial deste ano. 

Publicidade

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou o fim da escala 6x1 em uma de suas bandeiras de campanha, outros candidatos se dividem entre a defesa da redução da jornada, críticas aos possíveis impactos econômicos e a preferência por negociações entre empregadores e trabalhadores.

Veja abaixo o que os presidenciáveis já disseram sobre o tema:

Augusto Cury (Avante)

Augusto Cury é candidato a Presidência da República pelo Avante
Foto: MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA / Estadão

Augusto Cury defende o fim da escala 6x1 e a adoção da jornada 5x2. O candidato associa a mudança à melhoria da saúde mental e da qualidade de vida dos trabalhadores.

“A escala 5x2 atende à necessidade dos trabalhadores. Eles vão poder ter mais tempo com a família, mais qualidade de vida e, consequentemente, produzirão mais, destacou durante o debate da Band.

Publicidade

Clariana Barão (DC)

Clariana Barão é candidato a Presidência da República pelo DC
Foto: Reprodução/Instagram/@clarianabarao

Clariana Barão é favorável à redução da jornada e destaca especialmente os impactos da mudança sobre as mulheres, que, segundo ela, precisam conciliar trabalho, cuidados domésticos e filhos.

“Olhando pela perspectiva do cidadão e especialmente das mulheres, que são multisetoriais e precisam se desdobrar entre casa, filhos e emprego, entendo que a população merece mais tempo. Por isso, sou favorável”, disse em entrevista ao Poder360.

Edmilson Dias Costa (PCB)

Edmilson Costa, pré-candidato do PCB à Presidência da República
Foto: @edpcb via Instagram/Reprodução / Estadão

Edmilson Dias Costa defende uma redução ainda maior da jornada. O candidato propõe o fim da escala 6x1 e a adoção de uma jornada de 30 horas semanais, sem redução salarial.

"Estamos propondo o fim da escala 6x1 e a instituição da jornada de trabalho de 30 horas sem redução de salário", disse em ato de campanha no Rio de Janeiro recentemente.

Publicidade

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro é candidato a Presidência da República pelo PL
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Flávio Bolsonaro tem se distanciado do tema durante a campanha, mas já criticou a proposta. Em maio, afirmou que a redução da jornada poderia trazer consequências negativas para a economia.

“Todo mundo é a favor de trabalhar menos e ganhar mais. Só que, infelizmente, essa não é a realidade prevista nesse projeto de lei apresentado pelo governo”, afirmou a jornalistas.

Hertz Dias (PSTU)

Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República
Foto: @canaldohertz via Instagram/Reprodução / Estadão

Hertz Dias também defende o fim da escala 6x1, mas propõe uma jornada máxima de 36 horas semanais. A medida aparece entre as propostas de seu plano de governo e prevê a redução da jornada sem corte de salários ou direitos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Luiz Inácio Lula da Silva é candidato a Presidência da República pelo PT
Foto: Foto: Ricardo Stuckert

Lula é um dos principais defensores do fim da escala 6x1 e incorporou a redução da jornada à sua agenda eleitoral. O presidente argumenta que a mudança deve garantir aos trabalhadores mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar.

Publicidade

"O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família", disse no X.

Pablo Marçal (PRTB)

Pablo Marçal é candidato a Presidência da República pelo PRTB
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Pablo Marçal é contrário à proposta de redução da jornada. Ao ser questionado sobre o tema em entrevistas após as eleições de 2024, o candidato defendeu que as condições de trabalho sejam definidas diretamente entre as partes.

“Todo acordo de trabalho deve ser entre trabalhadores e empregadores".

Renan Santos (Missão)

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Renan Santos se posiciona contra a redução da jornada. Para o candidato, a mudança pode provocar aumento da informalidade, queda na arrecadação e dificuldades para novas contratações, principalmente em setores que dependem de grande quantidade de trabalhadores.

"Não acredite que você vai trabalhar menos e ganhar mais", disse durante debate da Band.

Publicidade

Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema é candidato a Presidência da República pelo Novo
Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Romeu Zema é crítico da proposta e já se manifestou contrário ao fim da escala 6x1. Para ele, a prioridade deveria ser o aumento da renda do trabalhador, deixando a definição da jornada para uma escolha individual.

"É uma pauta extremamente populista. O brasileiro quer é ter uma vida melhor. Para ele ter uma vida melhor, ele quer é ganhar mais. Quem ganha mais opta se quer trabalhar 30 horas, 35 horas, 40 horas, 50 horas”, disse durante evento promovido pela CNI.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado é candidato a Presidência da República pelo PSD
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ronaldo Caiado mudou de posição sobre o fim da escala 6x1. Depois de classificar anteriormente a proposta como "eleitoreira", passou a defender a redução da jornada para o modelo 5x2.

"Sou a favor. O Brasil precisa respeitar quem gera emprego e o empregado. Aceito a redução para o 5x2", disse durante entrevista ao SBT.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Rui Costa Pimenta (PCO) é candidato à Presidência da República
Foto: WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Rui Costa Pimenta é favorável à redução da jornada e ao fim da escala 6x1. Em um posicionamento feito há dois anos, o candidato classificou a discussão como uma reivindicação legítima dos trabalhadores.

Publicidade

"É uma pauta legítima, claro, todos têm o direito de lutar por uma jornada mais digna".

Samara Martins (UP)

Samara Martins, candidata à Presidência pelo UP
Foto: LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Samara Martins também defende a redução da jornada e o fim da escala 6x1. A candidata destacou a pauta durante entrevista recente à TV Cabo Branco, na Paraíba.

“Ressaltar a nossa luta para a redução da jornada de trabalho, para acabar com a 6x1", disse.

Wilson Grassi (Democrata)

Wilson Grassi é candidato a presidente da República pelo Democrata
Foto: Reprodução/Instagram/Wilson Grassi

Não há posicionamento identificado de Wilson Grassi sobre o fim da escala 6x1.

Pesquisa Quaest: Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro, 29%, no 1º turno
Video Player
Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações