Milei diz que argentinos são 'profetas de um futuro distópico' e fala em risco Lula em apoio a Flávio em SP

Presidente da Argentina participou de convenção do PL na Arena Pacaembu neste sábado, 25

25 jul 2026 - 13h40
(atualizado às 13h42)
Javier Milei discursa em evento do PL de Flávio Bolsonaro em São Paulo
Javier Milei discursa em evento do PL de Flávio Bolsonaro em São Paulo
Foto: Reprodução/Youtube/Partido Liberal

O presidente da Argentina, Javier Milei, esteve em São Paulo neste sábado, 25, para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que confirmou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O evento foi realizado no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, e reuniu lideranças bolsonaristas e apoiadores.

O discurso de Milei foi marcado por duras críticas ao governo Lula e à esquerda. "Confiamos em Flávio para parar o lixo socialista", disse Milei. Ele ainda disse que os argentinos são "profetas de um futuro distópico".

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"O clamor da liberdade deixamos para o final, assim fazemos com tudo. Tenho algumas coisas que gostaria de transmitir a vocês. Desde que assumi a presidência da República Argentina, venho insistindo em uma ideia particular: nós, argentinos, somos profetas de um futuro distópico. Vivemos as consequências de trilhar o caminho do socialismo até o fim, e vimos como a nossa nação, de ser uma potência mundial, os esquerdista de m**** nos afundaram na pobreza", disse o presidente.

"Acredito firmemente que não há outro capaz de acabar com o 'Risco Lula' que pende sobre o Brasil como uma espada de Dâmocles. E sei que não há outro com a força para enfrentar as organizações criminosas e cartéis de narcotráfico que mantêm tantos bairros, comunidades e até cidades inteiras como reféns. Apenas alguém com uma vontade de ferro pode enfrentá-los, porque não é simples levar adiante semelhante batalha. E nisso, confio plenamente no meu amigo Flávio Bolsonaro!", afirmou.

Milei seguiu criticando o "socialismo brasileiro". "O que quero dizer a vocês é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta no leme. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o lixo socialista", pontuou.

O argentino ainda saudou Jair Bolsonaro durante o discurso. "Estimado Jair, te abraço à distância. O que os burocratas hoje estão impedindo, em breve se fará realidade e voltaremos a nos dar um abraço com o querido Jair Bolsonaro! Por isso, considero que Flávio é a pessoa que hoje pode parar o Lula e se colocar à frente de uma verdadeira mudança para todos os brasileiros".

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Ele terminou com sua frase de efeito, que costuma usar em eventos políticos da direita. "Vamos Flávio! Vamos para a frente! Façam o Brasil grande novamente! Que Deus abençoe a todos, que as forças do céu nos acompanhem e viva a liberdade, c******!".

Milei no Brasil

A vinda do presidente argentino ao Brasil acontece em meio à baixa popularidade de seu governo, motivada por um escândalo recente de corrupção, e pelas dificuldades econômicas vividas pela Argentina.

Javier Milei faz discurso em evento de Flávio Bolsonaro em São Paulo
Foto: Reprodução/Youtube/Partido Liberal

A figura de Milei serve para dar corpo à base ideológica da campanha de Flávio Bolsonaro, em um momento em que o PL é visto como isolado politicamente, sem uma chapa e nem apoios partidários definidos até o momento. A presença também é vista como uma forma de consolidar a extrema direita em países latino-americanos.

Antes da convenção do PL, Javier Milei recebeu a Ordem do Ipiranga no Palácio dos Bandeirantes, com Tarcísio. Essa é a mais alta honraria concedida pelo Estado de São Paulo.

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Após a convenção do PL, o presidente argentino segue para a posse de Keiko Fujimori no Peru. Depois, viaja ao Equador, onde se reúne com o presidente Daniel Noboa, também conservador, segundo a Reuters. Na sequência, Milei visita a Colômbia para a posse de Abelardo de la Espriella.

Evento em SP confirmou pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

A definição do nome de Flávio como representante do bolsonarismo ocorreu em dezembro do ano passado, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou que o filho seria o responsável por disputar o Palácio do Planalto em 2026.

Desde então, entretanto, a pré-campanha acumulou uma série de desafios. O senador precisou lidar com a repercussão do caso envolvendo o Banco Master, enfrentou uma crise pública com Michelle Bolsonaro, viu crescer a dificuldade para conquistar o eleitorado feminino, foi alvo de críticas relacionadas às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e ainda encontra obstáculos para atrair partidos do Centrão.

Até o momento, a tentativa de formar uma coligação ampla não avançou. O PP já indicou que permanecerá neutro no primeiro turno da disputa presidencial. Como integra a federação União Progressista com o União Brasil, a posição indica que a sigla também não irá declarar apoio à candidatura de Flávio. O Republicanos, legenda de Tarcísio de Freitas, também avalia a possibilidade de adotar a mesma estratégia.

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Fonte: Portal Terra
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