A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, em nota divulgada nesta sexta-feira, 16, afirmou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”, que a conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a ser suspensa “por engano” e que “incidentes técnicos” teriam afetado as campanhas do petista e a de Flávio Bolsonaro (PL).
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Segundo o comunicado, uma “lacuna” nas “proteções” da empresa levou à ferramenta de inteligência artificial da Meta a desenvolver conteúdos a favor da campanha de Flávio Bolsonaro. A empresa alega que os sistemas “não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política”, e que as regras da plataforma “valem igualmente para todos”.
Nesta quinta-feira, 15, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdos político-eleitorais de Flávio ou de Lula, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
O ministro aplicou a medida após a campanha de Lula afirmar que a Meta “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.
Incidentes anteriores
A empresa alega que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano” e “não por razões políticas” em 23 de setembro. Na ocasião, a suspensão permaneceu por pouco mais de uma hora e, segundo a Meta, a página oficial da campanha de Lula no Facebook e a conta no Instagram nunca foram bloqueadas.
A suspensão teria ocorrido por conta “das regras rígidas do Brasil para conteúdo digital” que, na avaliação da plataforma, “aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão”.
A Meta também alegou um “incidente técnico” no dia 7 de outubro, quando houve falhas nos sistemas que contabilizam reproduções e reprises de reels no Instagram. O problema, segundo a empresa, não ficou restrito ao Brasil e à campanha de Lula.
Em 9 de outubro, foi identificada uma falha global no Gerenciador de Anúncios, causada por uma atualização de código, que impediu temporariamente anunciantes de criar anúncios com base em publicações já feitas no Instagram.