Meta cita 'incidentes técnicos' e nega interferência nas eleições do Brasil

Ministro do Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político até o fim do 2º turno

16 out 2026 - 18h39
(atualizado às 18h41)
Com a proibição de chatbots externos, o Meta AI será o único assistente de IA disponível dentro do WhatsApp
Com a proibição de chatbots externos, o Meta AI será o único assistente de IA disponível dentro do WhatsApp
Foto: Alice Labate/Estadão / Estadão

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, em nota divulgada nesta sexta-feira, 16, afirmou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”, que a conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a ser suspensa “por engano” e que “incidentes técnicos” teriam afetado as campanhas do petista e a de Flávio Bolsonaro (PL). 

Segundo o comunicado, uma “lacuna” nas “proteções” da empresa levou à ferramenta de inteligência artificial da Meta a desenvolver conteúdos a favor da campanha de Flávio Bolsonaro. A empresa alega que os sistemas “não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política”, e que as regras da plataforma “valem igualmente para todos”.

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Nesta quinta-feira, 15, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdos político-eleitorais de Flávio ou de Lula, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

O ministro aplicou a medida após a campanha de Lula afirmar que a Meta “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.

Incidentes anteriores

A empresa alega que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano” e “não por razões políticas” em 23 de setembro. Na ocasião, a suspensão permaneceu por pouco mais de uma hora e, segundo a Meta, a página oficial da campanha de Lula no Facebook e a conta no Instagram nunca foram bloqueadas.

A suspensão teria ocorrido por conta “das regras rígidas do Brasil para conteúdo digital” que, na avaliação da plataforma, “aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão”.

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A Meta também alegou um “incidente técnico” no dia 7 de outubro, quando houve falhas nos sistemas que contabilizam reproduções e reprises de reels no Instagram. O problema, segundo a empresa, não ficou restrito ao Brasil e à campanha de Lula.

Em 9 de outubro, foi identificada uma falha global no Gerenciador de Anúncios, causada por uma atualização de código, que impediu temporariamente anunciantes de criar anúncios com base em publicações já feitas no Instagram.

Fonte: Portal Terra
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