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Política

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Meta nega favorecimento à campanha de Flávio Bolsonaro em resposta ao TSE

13 out 2026 - 20h52
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Resumo
A Meta negou ao TSE as acusações da campanha de Lula sobre suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro e redução artificial no alcance de perfis de esquerda. Em resposta à Justiça Eleitoral, a dona do Facebook e do Instagram atribuiu oscilações a uma falha técnica global em outubro e à moderação automatizada contra fraudes, que também causou a suspensão temporária e acidental de anúncios petistas. A empresa reiterou seu compromisso com a integridade eleitoral e a proteção de dados de terceiros.

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, negou a acusação feita pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que as plataformas beneficiaram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma denúncia da chapa do petista junto à Justiça Eleitoral atribuiu à companhia a suposta redução do alcance de publicações de seus apoiadores.

"A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados", diz a empresa em ofício enviado ao ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O magistrado havia solicitado esclarecimentos após a acusação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A Meta, contudo, reconheceu "incidente técnico de alcance global" que teria bloqueado a contabilização de visualizações de posts no dia 7 de outubro, de 1h50 às 19h49.

Essa falha, ainda de acordo com a empresa, ocorreu em todo o mundo e não se limitou a conteúdo político, por isso não poderia se tratar de ação direcionada contra Lula.

"Nesse sentido, a ocorrência objeto deste item não decorreu de qualquer direcionamento específico à campanha, ao candidato ou ao conteúdo político veiculado, mas de um contexto de reforço sistêmico dos mecanismos de identificação de potenciais fraudes implementados em cumprimento às obrigações legais assumidas no referido acordo"

Perfis de esquerda e ligados ao PT passaram a difundir, nas últimas semanas, a versão de que teriam sido atingidos por uma queda abrupta de sua audiência nas redes, enquanto aqueles vinculados à direita e a Flávio mantinham taxas elevadas.

A Meta negou essa acusação, reproduzida pela defesa da chapa de Lula em petição ao TSE, afirmou se tratar de "impressão subjetiva de usuários" e disse que também tem sido acusada por adversários do presidente de manipulação. Em seguida, citou histórico de colaboração com a Corte para coibir informações falsas nas redes.

"A integridade do processo eleitoral é prioridade para a Meta e para o Facebook Brasil, havendo longa atuação conjunta com o TSE para proteger o processo democrático, auxiliar na identificação e atuar contra ameaças, bem como para conceder aos eleitores informações confiáveis. São inúmeras as iniciativas implementadas ao longo de anos, desde 2018"

Outra queixa levantada pelo PT diz respeito à exclusão temporária da conta de anúncios da campanha de Lula. A Meta afirmou se tratar de um erro "identificado e revertido com celeridade" após os mecanismos de controle da empresa enquadrar equivocadamente um anúncio como possível publicação fraudulenta sobre programa governamental.

Segundo a plataforma, um acordo firmado com a Advocacia-Geral da União (AGU) no âmbito de uma ação civil pública prevê medidas proativas para a retirada de conteúdos fraudulentos. "Como reconhecido pelas próprias partes signatárias, a intensificação desses mecanismos de detecção poderia gerar efeitos colaterais inerentes a qualquer sistema de moderação em larga escala."

A Meta defendeu que dados relacionados a usuários sem vínculo com as campanhas sejam preservados. Isso porque o ministro havia pedido medidas de moderação e distribuição foram aplicadas após o PT alegar a existência de uma fazenda de produção de conteúdos favoráveis a Flávio.

"Nesses termos, sem prejuízo do integral cumprimento da determinação judicial quanto aos perfis oficiais do candidato da Representante, a Meta entende que a prestação de informações individualizadas sobre contas de terceiros estranhos à relação processual extrapolaria os limites subjetivos da presente controvérsia, podendo implicar divulgação de informações protegidas relativas a usuários que não integram a demanda e em relação aos quais inexiste pedido específico formulado na petição inicial."

A empresa, contudo, garantiu ter preservado a integridade dos logs e das URLs relativos aos posts citados.

Estadão
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