A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu com 'estranheza e revolta' a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de derrubar o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp.
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Nunes Marques atendeu ao pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão do "Exército do Lula", que tinha como coordenador e administrador o deputado André Janones (Rede).
O canal na rede social saltou de 50 mil para 3 milhões de seguidores em pouco menos de uma semana.
De acordo com posicionamento enviado ao Terra, a decisão foi tomada após "identificar evidências de disseminação sistemática de notícias falsas contra Flávio Bolsonaro (PL), utilização de uma estrutura de comunicação em massa para multiplicar desinformação e orientações para contornar os mecanismos de segurança da plataforma".
Em nota, a campanha de Lula disse que “causa estranheza e revolta a decisão do ministro Kassio Nunes Marques” e que “a campanha do atual presidente da República vai analisar os recursos jurídicos cabíveis”.
Direto do ato na Avenida Paulista, o petista comentou. "Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", disse Lula, aos apoiadores.
Mais cedo, antes da decisão, um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, já havia classificado como um “absurdo” a representação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o canal criado por Janones.
Em seu perfil no Instagram, André Janones evitou se pronunciar e apenas compartilhou uma imagem editada por inteligência artificial. No registro, o deputado aparece de braços cruzados, com a bota tampada e com a palavra "censura" em destaque. Esta matéria contém informações do jornal Estado de São Paulo.