Deputados da bancada do PT entraram com um pedido de prisão preventina contra o ex-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e solicitaram que seu nome seja incluso na lista de alerta vermelho da Interpol caso a prisão seja decretada.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Ana Elisa (PT-MG) protocolaram a ação após as notícias de que o senador saiu do Brasil rumo aos Estados Unidos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh destacou que Flávio Bolsonaro teria que ter entregado seu passaporte após o pedido da Polícia Federal, o que não foi feito e foi decisivo para o pedido de prisão feito pelos patistas. "Nós estamos entrando agora, eu, Ana Elisa e Rogério Correia, com o pedido de prisão preventiva para Flávio Bolsonaro. Ele tinha que ter entregue o passaporte, não entregou. A notícia é que saiu do Brasil e estamos pedindo também para ser acionado o alerta vermelho da Interpol", disse o deputado, que o tratou como "foragido".
"O candidato que se disse honesto, recusou abrir os seus sigilos, fugiu. Aparentemente está foragido", completou Lindbergh. Rogério Correia reforçou o discurso e afirmou que Flávio se tornou um foragido após se unir ao advgado Willer Tomaz para lavar dinheiro. A postagem foi feita nos perfis das redes sociais dos três deputados.
Entenda a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino InfoBae, um dos maiores e dos mais confiados pela população do país, e confirmada por um aliado do filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) e por um fonte do governo norte-americano em entrevista à Reuters. A assessoria de Flávio, porém, ainda não se manifestou sobre a suposta evasão do ex-candidato à Presidência.
A Reuters não confirmou com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou com uma terceira fonte que as duas filhas do parlamentar não foram para as escolas que cada uma delas estuda em Brasília nesta terça.
Ontem, em vídeo publicado em suas redes sociais após ser intimado para entregar seu passaporte em 24 horas, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial.
Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.