Mensagens religiosas e imagens de Nossa Senhora Aparecida foram exibidas por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o ato em defesa da reeleição do petista, realizado neste domingo, 22, na Avenida Paulista, em São Paulo.
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O presidente participou da manifestação ao lado de lideranças políticas, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad, derrotado na disputa pelo governo paulista, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Entre os milhares de participantes, alguns carregavam imagens da santa, enquanto uma faixa com a representação de Nossa Senhora, com mais de cinco metros de altura, foi erguida durante a manifestação.
A presença dos símbolos religiosos ocorre em meio a uma polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral. A discussão teve como pano de fundo um projeto de lei, arquivado há quase 20 anos, que previa retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é evangélico, declarou que, caso seja eleito, um de seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".
Além disso, a defesa da democracia e as manifestações contra o fascismo marcaram o ato. Durante o discurso, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) afirmou: "Aqui está São Paulo que diz não ao fascismo".
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também discursou e ergueu uma imagem da Constituição brasileira. Ao se referir à cena de uma criança levantando uma arma de fogo em um ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ela afirmou que o episódio "chocou as mães brasileiras".
Mesmo após o encerramento oficial da manifestação, apoiadores permaneceram na avenida e entoaram gritos contra a candidatura de Flávio. Nas proximidades do carro de som, cuja estrutura começava a ser desmontada, predominavam jovens com cartazes em defesa da soberania nacional e do acesso à educação, além de mensagens contrárias à ditadura. Entre as palavras de ordem, o público cantava: "Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua para o seu filho estudar".