Após perder reeleição, Leila do Vôlei pede afastamento do Senado; saiba quem é a substituta

Leany Lemos, primeira suplente da chapa eleita em 2018, tomou posse nesta terça-feira, 6, e ficará na vaga durante a licença

6 out 2026 - 21h20
Senadora Leila do Vôlei (PDT), que pediu afastamento após o 1º turno das eleições
Senadora Leila do Vôlei (PDT), que pediu afastamento após o 1º turno das eleições
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

Menos de 24 horas depois de confirmar a derrota na disputa pela reeleição no Distrito Federal, a senadora Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, pediu afastamento do Senado até o último dia de mandato. A primeira suplente, Leany Lemos (PSB), tomou posse na noite desta terça-feira, 6.

Leila apresentou nesta segunda, 5, dois requerimentos, conforme o Terra teve acesso. O primeiro, apenas informando sobre um tratamento de saúde, era retroativo de um dia, datado de sábado, 3. O segundo documento, que tem conteúdo meramente protocolar, sem nenhuma informação adicional, pediu a licença para tratar de interesses particulares, sem remuneração, valendo a partir de domingo, 4, até 31 de janeiro de 2027, último dia do mandato --prazo de 120 dias previstos pelo regulamento.

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Os requerimentos foram aprovados pelo Senado nesta terça. Às 19h23, a Presidência da Casa comunicou oficialmente que, em razão da licença de Leila, seria empossada a primeira suplente. Leany prestou o compromisso regimental e teve a posse declarada às 19h24.

A reportagem tentou contato com Leila Barros para saber os motivos do afastamento e se a decisão tem relação com o resultado das eleições, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação.

Leila disputou uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal, mas terminou a eleição em terceiro lugar. Segundo os dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a senadora recebeu 686.340 votos, ou 21,25% dos votos válidos. As duas cadeiras ficaram com Michelle Bolsonaro (PL), que recebeu 938.496 votos, ou 29,05%, e Bia Kicis (PL), com 886.616 votos, ou 27,44%.

Leany Lemos (PSB) assume mandato no Senado nesta terça-feira, 6, após pedido de afastamento feito por Leila do Vôlei (PDT)
Foto: Ton Molina / Agência Senado

Quem é Leany Lemos

Leany Barreiro de Sousa Lemos, que assume a cadeira de Leila, é servidora de carreira do Senado e tem trajetória profissional ligada principalmente às áreas de planejamento, orçamento e gestão pública.

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Ela ingressou no Senado em 1993, inicialmente como técnica legislativa, e posteriormente passou a atuar como consultora legislativa. Também exerceu a função de secretária da Comissão de Meio Ambiente da Casa.

Fora do Legislativo, Leany ocupou postos em diferentes governos. Entre 2015 e 2018, foi secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal, durante a administração de Rodrigo Rollemberg. Naquele período, Leila também integrava o governo local como secretária de Esporte.

Depois, Leany passou pelo governo do Rio Grande do Sul e tornou-se a primeira mulher a presidir o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Em 2023, assumiu a Secretaria Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, participando da elaboração do Plano Plurianual 2024-2027.

Leany é doutora em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e acumulou experiências acadêmicas em instituições como Oxford, Princeton e Georgetown.

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Suplência vem da eleição de 2018

Leany não integrava a chapa com a qual Leila tentou a reeleição em 2026. A condição de primeira suplente vem da eleição de 2018, quando Leila ainda era filiada ao PSB.

Naquele pleito, Leila foi eleita senadora pelo Distrito Federal, tendo Leany Lemos como primeira suplente e Ivonete Nascimento como segunda suplente. A composição da chapa para o mandato de 2019 a 2027 continua válida até o encerramento da legislatura. O próprio perfil oficial de Leila no Senado registra Leany como primeira suplente.

Com o afastamento da titular, Leany passa a exercer o mandato durante o período de licença e integra, no Senado, a bancada do PSB.

Fonte: Portal Terra
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