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Lula pressiona direita no Senado em votação da escala 6 por 1: ‘A sociedade está de olho’

Presidente afirmou que "máscaras vão cair" após a votos dos senadores no Plenário e espera uma conclusão rápida da questão

6 out 2026 - 19h43
(atualizado às 20h00)
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Lula (PT) discursa após disputa do primeiro turno das eleições presidenciais
Lula (PT) discursa após disputa do primeiro turno das eleições presidenciais
Foto: GABRIELA PEREIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão

O presidente Lula (PT) realizou uma transmissão ao vivo na noite desta terça-feira, 6, ao lado de aliados para falar sobre o começo das discussões no Senado Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode colocar fim à escala 6 por 1.

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O início do debate no Plenário coincide com a largada da disputa do segundo turno para a eleição presidencial, o que colocou o candidato do PT em posição de pressionar Flávio Bolsonaro (PL) e a bancada da direita. 

O presidente afirmou que, a partir da votação no Senado, “máscaras começarão a cair” e que Flávio Bolsonaro, seu adversário no pleito presidencial, precisará tomar uma decisão quanto ao posicionamento dos seus aliados quanto à aprovação, ou não, da PEC.

“É um desejo muito grande da sociedade brasileira, é preciso dar civilidade ao mundo do trabalho e, sobretudo, a jornada de trabalho para criar condições de a família poder viver mais tranquila. E o dia de hoje é importante porque o meu adversário vai ter que tomar uma decisão se ele vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada de trabalho 6 por 1. Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair”, disse Lula.

O petista estava ao lado de Rui Costa, ex-ministro-chefe da Casa Civil e eleito senador pela Bahia, Rafael Fonteles (PT), reeleito governador do Piauí, e Leandro Grass (PT), que disputa o segundo turno pelo governo do Distrito Federal. Lula ressaltou a importância da votação para a sociedade brasileira e afirmou que as pessoas estão de olho na posição de cada senador.

O presidente ainda disse estar confiante que Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, colocará em votação a PEC logo após a disputa do primeiro turno das eleições.

“A sociedade brasileira está de olho, porque é um tema de muita vontade da sociedade. É um tema que mexeu com milhões e milhões de trabalhadoras e trabalhadores no país e está todo mundo na expectativa de que o Alcolumbre está cumprindo aquilo que ele prometeu. Depois do primeiro turno, ele ia colocar em votação na primeira semana em votação a mudança na jornada de trabalho sem a mudança de salário. Ou seja, reduzir a jornada sem reduzir o salário das pessoas”, explicou.

Lula mantém expectativa de que até o fim da quarta-feira, 7, já seja possível ter uma definição da posição do Senador Federal. Entretanto, ponderou que há uma parte da bancada do Plenário que está tentando "atrapalhar a votação", segundo o presidente, para atrasar o andamento do processo antes da definição do segundo turno das eleições. 

"É só digitar e aparecer na tela se votou 'sim' ou 'não' e o povo vai ficar sabendo amanhã. Pelo que eu fui informado, eles estão tentando atrapalhar a votação para que ela votação não aconteça", afirmou.

Teste para o PL

O presidente ainda pontuou que a votação da PEC será o primeiro teste para o PL, partido de Flávio Bolsonaro, se posicionar quanto a uma política pública de grande impacto para o país. Entretanto, a última posição do adversário do petista foi de críticas ao fim da escala 6 por 1.

Em rápida entrevista coletiva nesta terça-feira, o senador do PL afirmou que é a favor de uma jornada flexível e que sua proposta é "infinitamente melhor" do que a proposta por Lula. "Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária", disse Flávio.

Lula volta a defender a qualidade de vida

Um dos principais argumentos usados por Lula e seus aliados em defesa do fim da escala 6 por 1 é a melhora na qualidade de vida dos trabalhadores. O tema voltou a ser citado na transmissão desta terça-feira e o presidente afirmou que o debate está cercado de expectativa por conta da posição dos senadores.

“A gente vai ver quem efetivamente quer que o povo tenha uma vida mais digna, que descanse mais, que possa cuidar mais da família, ou se vai estabelecer essa jornada em que as pessoas só têm um dia para descansar e, se for mulher, o dia que ela tem que descansar é o dia que ela mais trabalha, porque ela tem que limpar a casa pela semana inteira. Então nós estamos em uma expectativa muito grande”, reforçou Lula.

Fonte: Portal Terra
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