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'Se não bater meta mínima, tchau', diz secretário de Educação sobre gestores de SP

Renato Feder afirmou que 20 profissionais responsáveis por Diretorias Regionais de Ensino do Estado já foram demitidos após escolas não melhorarem o desempenho

15 ago 2025 - 20h46
(atualizado às 21h30)

O secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder, afirmou que os gestores regionais que não alcançarem a meta mínima anual de elevação de 0,2 ponto na avaliação das escolas da sua região serão demitidos. A Secretaria da Educação do Estado possui 91 Diretorias Regionais de Ensino, responsáveis por supervisionar as escolas estaduais e monitorar seus indicadores de desempenho.

"Eu tenho 91 gestores regionais, é muito simples. Eles têm meta mínima, têm que subir 0,2 (ponto) a cada ano. Se não subir, 'tchau'. Todos que não sobem são demitidos", disse durante participação no podcast sobre mercado financeiro Market Makers.

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Ele também contou que demitiu 20 dos 91 gestores regionais que não bateram a meta no final do último ano.

Na conversa, Feder menciona que diretores de escolas que não entregarem o resultado esperado perdem o cargo. Por outro lado, professores que alcançam as metas recebem bônus no salário, enfatizando o que ele chamou de uma "cultura de responsabilidade por desempenho".

Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP), o principal indicador utilizado é o desempenho dos estudantes no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Além disso, também são considerados dados como frequência escolar, taxa de aprovação e os resultados dos alunos em avaliações internas aplicadas pela Secretaria da Educação. As metas são personalizadas de acordo com o contexto e a realidade de cada Diretoria de Ensino e de cada escola.

"A política da atual gestão é pautada por um monitoramento rigoroso dos resultados, com foco na melhoria da aprendizagem. Essa estratégia tem orientado tanto a concessão de bonificações a professores e diretores que alcançam as metas quanto eventuais mudanças nas equipes gestoras regionais quando os resultados esperados não são atingidos", diz a pasta, em nota.

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Ainda de acordo com a Seduc-SP, todos os dirigentes têm conhecimento das metas definidas, que levam em conta a realidade de cada Diretoria de Ensino e de suas respectivas escolas. Os resultados, que englobam desempenho em avaliações, aprendizagem e frequência dos estudantes, são monitorados e cobrados regularmente. Aqueles que não atingem as metas previstas retornam aos cargos de origem.

A Seduc-SP informou, no início do ano, que pagou R$ 544 milhões em bônus a professores e servidores da rede estadual cujos alunos atingiram a meta de desempenho no Saresp do último ano. O cálculo é feito com base nas notas dos estudantes de todas as séries e disciplinas.

Das mais de 5 mil escolas estaduais, 1.523 alcançaram a meta. Foram 159.430 professores beneficiados com bônus médio de R$ 3.415.

Feder tem apostado em diversos formatos de recompensas para alavancar os resultados de avaliações da rede de ensino estadual paulista, que caiu no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado no ano passado.

A Seduc-SP também anunciou a criação de um campeonato para incentivar a competição entre alunos pela melhor nota em uma prova nacional feita pelo Ministério da Educação (MEC). Na iniciativa, que ganhou o nome de "Brasileirão Saeb", as turmas que se saírem melhor no processo de preparação para o exame, previsto para outubro, vão receber um troféu e um prêmio em dinheiro será distribuído aos grêmios estudantis das escolas com melhor colocação no exame nacional.

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