Um cantinho de acolhimento para receber os estudantes mais nervosos com a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chama a atenção de quem passa pela porta de uma escola de São Paulo, capital, para realizar a prova neste domingo, 8. O projeto reúne voluntários dispostos a incentivas os estudantes a superarem a ansiedade.
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O primeiro dia do Enem acontece neste domingo, e o segundo dia, no dia 15 de novembro. Hoje, os participantes farão as provas de linguagens, ciências humanas e redação. Já no segundo, serão aplicadas as questões de matemática e ciências da natureza. Em ambas as datas, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, com início das provas às 13h30, pelo horário de Brasília.
Mirele Nascimento Borges, de 30 anos, é analista comercial. Ela e outros voluntários levaram o projeto “Help” para a entrada do local de prova. O projeto serve como apoio emocional para os estudantes.
“O projeto Help vem com essa proposta de apresentar para as pessoas um apoio emocional, principalmente para eles hoje, que estão num momento decisivo, vão fazer a prova, então eles ficam bem nervosos, ansiosos”, diz.
“Então a gente traz essa palavra de conforto para eles, de que: ‘ó, você vai conseguir, vai dar certo’. Muitos aqui já fizeram também a prova e já superaram. Então é uma forma de trazer para eles esse auxílio, esse conforto. Dizer uma palavra de apoio, de incentivo, de que eles vão conseguir”, completa.
Ela explica que uma lixeira foi colocada no local para os candidatos ao Enem escreverem pensamentos ruins e jogarem no lixo, depois, eles pegam uma mensagem motivacional da “árvore da superação”. A forma simbólica de lidar com a pressão psicológica antes da prova pode ajudar os jovens a se sentirem mais seguros, segundo Mirele.
“A dinâmica da lixeira do pensamento ruim. Então a gente convida, aborda os jovens, traz eles aqui e aí fala ‘olha, fala para mim um pensamento ruim que você tá tendo agora ou que você tem há um tempo, escreve e você vai amassar ele e vai jogar nessa lixeira do pensamento ruim’. Então eles vêm, entendem a proposta, escrevem no papelzinho e jogam fora o pensamento”, explica Mirele.
Aí a gente tem a segunda parte da dinâmica, que é: já que ele jogou o pensamento ruim fora, então agora ele vai pegar um pensamento positivo, né, para ele levar. Então a gente traz ele até aqui, pede para fechar os olhos, né, e aí eles tiram uma mensagem daqui da Árvore da Superação e leem.
Além disso, o projeto também conta com um “cantinho do desabafo”, e uma pessoa vendada oferece abraços como forma de conforto para os estudantes.
A iniciativa, apesar de simples, teve grande participação de estudantes. Antes dos portões serem fechados para o Enem, a lixeira dos pensamentos ruins já estava cheia de papéis. “Muitas pessoas já vieram aqui, muitos jovens já vieram, às vezes vêm com os pais, os pais também participam. É bem bacana, tem sido bem produtivo”, conclui a organizadora.