A servidora estadual Roselaine Batalha Silva foi removida da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes (SP) após recomendar a diretores de escolas a leitura de biografias, como do nazista alemão Adolf Hitler e do fascista italiano Benito Mussolini, durante uma reunião virtual neste mês.
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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que determinou a cessação da função de dirigente exercida pela servidora e que também "foi instaurada apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações mencionadas".
"A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta", disse a pasta em nota ao Terra.
A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) também disse na terça-feira, 25, que entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo contra a ex-dirigente. De acordo com o Sindicato, em reunião online com diretores de escolas, Roselaine disse que biografias como as de Hitler, Mussolini e do ditador português António Salazar são "estimulantes".
A Apeoesp disse que repudia as declarações e reafirma seu compromisso com a democracia. "Lamentavelmente, diretores, professores, funcionários e estudantes vivem cotidianamente situações de autoritarismo e assédio, semelhantes ao vídeo que está sendo veiculado nas redes sociais, no qual a citada dirigente faz cobranças em tom que sobrepõe a hierarquia a qualquer tipo de diálogo, imprescindível num ambiente educativo", afirmou o Sindicato.
O Terra tenta localizar Roselaine Batalha Silva para comentar a decisão e as declarações.