Em busca de preservar a saúde mental e garantir noites de sono, pais de recém-nascidos recorrem cada vez mais a babás noturnas, pagando até R$ 1.500 por turno. Profissionais como Blanca Yamira, puericultora com renda mensal que supera R$ 24 mil, atuam de madrugada para atender às necessidades dos bebês. A tendência crescente na Europa alia o cuidado infantil especializado ao descanso real das famílias, transformando o suporte no pós-parto em um mercado valorizado de bem-estar parental.
Blanca Yamira tem 56 anos, trabalha como babá e cobra cerca de 260 euros por jornada (cerca de R$ 1.571, na conversão atual). Em um mês bom, chega a faturar mais de 4.000 euros — mais de R$ 24 mil. Parece curioso, mas é que Yamira não é uma babysitter qualquer.
Na verdade, o que ela faz nem sequer se encaixa exatamente nesse termo. Ela não fica cuidando de crianças que estão sozinhas em casa. Sua jornada começa às nove da noite e vai até as sete da manhã, cobrindo toda a madrugada para apoiar pais que acabaram de ter um bebê. Em outras palavras: quando o recém-nascido chora ou desperta, é ela quem atende. Enquanto isso, o pai e a mãe continuam dormindo tranquilamente na cama.
Yamira é o que se conhece no exterior como uma 'night nanny' (babá noturna).
Uma profissional, duas funções
A rotina e a história de Yamira foram reveladas pelo Corriere della Sera, que publicou recentemente uma reportagem sobre as babás noturnas que atuam em várias cidades da Itália.
Nem todas cobram o mesmo valor nem têm a mesma bagagem profissional, mas costumam reunir características similares: são puericultoras que vão até a residência dos clientes no período noturno — geralmente entre as 21:00 e as 06:00 ou 07:00 — para cumprir um papel duplo. Elas cuidam das necessidades dos bebês e proporcionam descanso real aos pais.
Noites em claro
"Estou sempre a postos, pronta para intervir", brinca Yamira, que atualmente atende uma família em Lugano, no cantão de Ticino, no sudeste da Suíça. Seu turno ...
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