Eduardo Bolsonaro deve voltar ao cargo de escrivão da PF; veja salário

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está foragido nos estados Unidos. O ato, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas substituto da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, determinou o retorno imediato dele ao cargo

2 jan 2026 - 20h00

A Polícia Federal determinou o "retorno imediato" de

Eduardo Bolsonaro

ao cargo de escrivão da PF , carreira da qual estava afastado para exercer o cargo de deputado federal. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está foragido em território norte-americano.

Publicidade
Foto: Perfil Brasil
Foto: Perfil Brasil

O ato, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas substituto da PF,

Licínio Nunes de Moraes Netto

, determina que Eduardo volte imediatamente para a função.

Ele estava afastado das funções na PF para exercer o mandato como deputado. No entanto, em 18 de dezembro de 2025, ele perdeu o cargo de deputado após ultrapassar o limite de faltas que estava previsto na Constituição. No total, faltou 59 vezes, sem justificativa, em sessões do plenário. Por isso, como não ocupa mais o cargo de deputado, ele deverá retornar à Polícia Federal.

Pela  lei,  servidores públicos podem ser demitidos no caso de abandono de cargo. Assim, a PF pode instaurar um processo administrativo disciplinar para apurar a ausência do funcionário e verificar se há justificativa legal para isso.

Publicidade

Quanto Eduardo Bolsonaro receberá como escrivão?

Após prestar concurso público, Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia. Desde então, ficou na função até 2015, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. De acordo com a plataforma Glassdoor, o salário de um escrivão da PF gira em torno de 17 mil reais. Inicialmente, R$ 14 mil.

Fuga para os EUA

Em março do ano passado, ele fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho. No entanto, ele  não retornou ao Brasil. Em setembro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, já que estava fora do Brasil.  Por fim, Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações