É realmente benéfico utilizar a Air Fryer? Saiba o que a ciência diz sobre eletrodoméstico

Entenda como o método de convecção da Air Fryer altera o valor nutricional dos alimentos e quais cuidados são essenciais para evitar substâncias nocivas

21 abr 2026 - 18h23

A popularização da Air Fryer  trouxe uma mudança significativa na rotina culinária de milhões de brasileiros que buscam praticidade e uma alimentação equilibrada. O aparelho funciona essencialmente como um forno de convecção compacto que circula o calor rapidamente para simular a textura da fritura tradicional sem a necessidade de submergir o alimento em óleo. Nichola Ludlam-Raine, nutricionista consultada sobre o tema, esclarece um ponto fundamental sobre a percepção pública dessa tecnologia.

Air Fryer é saudável? Especialistas revelam como o aparelho afeta calorias, o risco da acrilamida e os cuidados com revestimentos antiaderentes
Air Fryer é saudável? Especialistas revelam como o aparelho afeta calorias, o risco da acrilamida e os cuidados com revestimentos antiaderentes
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Os benefícicios e malefícios da Air Fryer

De acordo com O GLOBO, a especialista Nichola Ludlam-Raine afirma que "o maior equívoco que as pessoas têm é que as fritadeiras a ar automaticamente tornam os alimentos saudáveis. Embora possam reduzir a quantidade de óleo necessária, o nível de saúde geral ainda depende do que você está cozinhando". Essa distinção é crucial para compreender que o equipamento é uma ferramenta de preparo e não um transformador de propriedades nutricionais intrínsecas aos ingredientes. A especialista reforça que "legumes ou proteínas magras fritas na air fryer podem ser uma ótima opção, mas alimentos ultraprocessados como batatas fritas, nuggets e doces ainda podem ser ricos em sal, gordura e calorias". Portanto, a vantagem reside na redução da ingestão de gorduras adicionais, mas a qualidade da dieta permanece atrelada à escolha dos insumos.

Publicidade

Redução no consumo de calorias

Do ponto de vista técnico e estatístico, a redução calórica ao substituir a fritura por imersão pelo ar quente é drástica e comprovada. Especialistas explicam que o risco de formação de compostos químicos como a acrilamida, um provável carcinógeno, surge em alimentos ricos em amido submetidos a altas temperaturas. No entanto, esse processo não é exclusivo do aparelho e ocorre em qualquer método que doure excessivamente o alimento. Nichola Ludlam-Raine orienta que, "para minimizar o risco de acrilamida, evite cozinhar demais ou queimar os alimentos e busque uma cor dourada em vez de marrom escuro". Outro ponto de análise técnica envolve os revestimentos antiaderentes, frequentemente feitos de politetrafluoroetileno. O risco de degradação e produção de vapores ocorre apenas quando as temperaturas ultrapassam os 260 °C, algo incomum no uso doméstico padrão. A recomendação dos órgãos de saúde e especialistas em engenharia de materiais é a manutenção da integridade dos cestos e a limpeza adequada para evitar resíduos de fumaça. Assim, o benefício para o consumidor está diretamente ligado ao manejo correto do equipamento e à seleção de alimentos naturais em detrimento dos industrializados.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações