Reserva ecológica faz tour virtual por causa da quarentena

Visitante poderá se deparar com pegadas de animais silvestres numa trilha de 1.400 metros

2 jun 2020 - 18h25

A pandemia do coronavírus levou a Reserva Ecológica de Guapiaçu (Regua) – uma ONG criada há 16 anos em Cachoeiras de Macacu, no Estado do Rio - a inovar no seu dia a dia. Para atender à demanda de estudantes e amantes da natureza que costumam visitar o local, e agora estão impedidos de fazer isso por causa da covid-19, a entidade criou um tour virtual por uma de suas trilhas com vários atrativos.

O internauta tem de preencher um formulário disponível desde domingo (31) no site https://www.projetoguapiacu.com/ antes de iniciar a viagem, gratuita, entre espécies nativas da Mata Atlântica, que dura em média 25 minutos. Tem a vantagem da companhia de um guia, de quem ouvirá explicações detalhadas sobre a formação do solo no local, o ciclo da água e do carbono, a cadeia alimentar, entre outros aspectos da área.

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Reserva Ecológica de Guapiaçu, no Estado do Rio, oferece tour virtual
Reserva Ecológica de Guapiaçu, no Estado do Rio, oferece tour virtual
Foto: Divulgação/Projeto Guapiaçu

No trajeto, há vestígios de pegadas de antas, capivaras, pacas, cachorros-do-mato e tatus-galinhas. O som ambiente é do canto das aves da região. O tour oferece a opção de uma visão mais ampla da trilha, com a utilização de um drone. Quem usar essa ferramenta pode, sem seguida, voltar ao percurso por terra.

“Nosso trabalho aqui sempre foi físico. Mas, agora, em razão do isolamento social, buscamos o tour virtual. Um dos pontos positivos dessa iniciativa, que integra o Projeto Guapiaçu, é que os acessos são ilimitados. As imagens são reais e tudo é narrado

”, explica Gabriela Viana, coordenadora-executiva do projeto, patrocinado pelo governo federal e Petrobrás e que conta com o apoio das prefeituras de Cachoeiras de Macacu e da cidade vizinha de Itaboraí.

Ela enfatizou que a ideia do tour também tem motivação terapêutica. “Sabemos que a falta de contato com a natureza pode criar mais ansiedade, e isso certamente se acentua neste momento de crise sanitária.” O projeto, antes da incursão virtual, já atingira mais de 26 mil pessoas com atividades de educação ambiental (visitas, cursos e seminários) e restaurou 160 hectares de áreas degradadas com o plantio de 300 mil mudas de plantas da Mata Atlântica.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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