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Em meio a crise na economia, Paulo Guedes toma dose de reforço de vacina contra covid-19

Ministro interrompeu seu expediente na manhã desta sexta-feira para se vacinar em posto de saúde do Lago Norte, em Brasília

22 out 2021 23h04
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BRASÍLIA - Após enfrentar uma debandada em sua equipe e a reação negativa do mercado com a possibilidade de o governo furar o teto de gastos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, interrompeu seu expediente na manhã desta sexta-feira, 22, para tomar a dose de reforço da vacina contra a covid-19. O local escolhido foi o posto de saúde do Lago Norte, área nobre de Brasília, a cerca de 13 km da Esplanada dos Ministérios. Ele entrou por uma porta lateral, fugindo de um eventual assédio de quem esperava na fila.

Guedes, que tem 72 anos e faz parte do grupo de risco da doença, havia tomado a primeira dose ainda em março, com a CoronaVac. Na contramão do presidente Jair Bolsonaro, que se não se vacinou e adota discurso negacionista em relação aos imunizantes, o ministro da Economia defende a vacinação em massa como solução para a volta à normalidade e a recuperação econômica do País.

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Em abril, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) admitiu ter tomado a vacina "escondido", porque a orientação no governo era outra. "Tomei escondido, né, porque era a orientação, mas vazou (...). Não tenho vergonha, não. Vou ser sincero: eu, como qualquer ser humano, quero viver. Tenho dois netos maravilhosos, uma mulher linda. Tenho sonhos ainda. Quero viver, porra! Se a ciência, a medicina, está dizendo que é vacina, quem sou eu para me contrapor?", disse Ramos, na ocasião, durante uma reunião no Ministério da Saúde que ele não sabia que estava sendo gravada.

No encontro, Ramos também afirmou que estava "pessoalmente envolvido" em convencer Bolsonaro a se vacinar. "Estou envolvido pessoalmente, tentando convencer o nosso presidente (a tomar a vacina), independente de todos os posicionamentos. Nós não podemos perder o presidente para um vírus desse", disse em abril. Até agora, porém, não conseguiu.

Crise na economia. Embora Guedes defenda a vacinação em massa para retomar a economia, o cenário atual é de inflação em alta e crise no mercado financeiro após o governo anunciar que pretende mudar a regra de cálculo do teto de gastos, principal âncora da política fiscal brasileira, para financiar um novo programa social, o Auxílio Brasil. A manobra motivou pedidos de demissão de quatro dos seus principais secretários.

O secretário Especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, deixou o governo por não concordar com a ruptura da política fiscal com a finalidade eleitoral. O secretário do Tesouro, Jeferson Bittencourt, e mais dois secretários-adjuntos, Gildenora Dantas e Rafael Araújo, acompanharam Funchal na debandada.

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