A transposição do Rio São Francisco, com os eixos Norte e Leste operacionais em 2026, abastece estados sob demanda, seguindo planejamento conjunto entre governos estaduais e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Mencionado no debate presidencial desta sexta-feira (23), o Projeto de Integração do Rio São Francisco opera atualmente com os eixos principais, Norte e Leste, com liberação de volume condicionada à solicitação de cada governo estadual ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A gestão das comportas obedece a um planejamento anual técnico. O fluxo de água nos canais de concreto não ocorre de modo ininterrupto, sendo ativado conforme os estados solicitam recarga para seus sistemas hídricos locais.
Essa dinâmica regulatória explica paradas momentâneas em estruturas intermediárias, a exemplo da Reservatório de Jati, no Ceará. Quando os mananciais próprios da região apresentam volumes confortáveis de armazenamento após períodos chuvosos, a captação federal fica temporariamente retida por ausência de demanda.
Como funciona o fornecimento nos estados?
A liberação de água depende da malha de cada eixo e do monitoramento das agências estaduais de saneamento. O atendimento ocorre a partir de reservatórios estratégicos interligados aos canais principais.
Na Paraíba, o transporte hídrico pelo Eixo Norte fornece cerca de 2.500 litros por segundo a partir da barragem Caiçara. Pelo Eixo Leste, a infraestrutura opera com vazão média calculada em 3.000 litros por segundo.
A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) acompanha a entrada do recurso pelo canal leste com registro de 2,21 metros cúbicos por segundo até o açude Epitácio Pessoa, manancial voltado à segurança hídrica da área de Campina Grande.
Quais são as estruturas complementares do projeto?
O plano original da transposição engloba ramais projetados para conectar a calha federal a municípios distantes do curso central. A rede atende comunidades no semiárido por meio de canais alimentadores.
O conjunto integra o Ramal do Agreste, finalizado em território pernambucano, além dos ramais do Apodi e do Salgado, voltados a estender a rede de abastecimento aos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará.