Ciática ou dor muscular? Especialista revela como diferenciar os sintomas e acelerar a cura

Descubra os sinais claros para identificar a origem da sua dor e evite tratamentos ineficazes que podem prolongar o seu sofrimento

30 abr 2026 - 19h03

A dor que irradia pela perna costuma ser rotulada automaticamente como dor ciática por grande parte das pessoas. No entanto, um alerta importante vindo de especialistas indica que nem todo desconforto nessa região tem origem no nervo ciático. Confundir as causas do problema é um erro comum que pode atrasar o tratamento correto e prolongar desnecessariamente o período de sofrimento do paciente. De acordo com o fisioterapeuta e osteopata Laudelino Risso, que atua na rede de clínicas Doutor Hérnia, é fundamental compreender as diferenças biológicas entre uma dor de origem nervosa e um quadro puramente muscular.

O nervo ciático se destaca como o maior nervo do corpo humano e percorre toda a região posterior da perna
O nervo ciático se destaca como o maior nervo do corpo humano e percorre toda a região posterior da perna
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

O nervo ciático se destaca como o maior nervo do corpo humano e percorre toda a região posterior da perna. Quando ocorre uma compressão na coluna, frequentemente causada por hérnias de disco ou estenoses, a dor se manifesta com características muito específicas. Segundo o especialista, o paciente com a dor ciática verdadeira consegue definir o trajeto do incômodo com precisão. "É uma dor profunda e 'filiforme', como se fosse um trajeto desenhado. O paciente consegue apontar exatamente por onde a dor passa, seguindo o caminho do nervo. Dependendo do nível da compressão na coluna, como entre L5 e S1, a dor pode descer até a borda do dedinho do pé", afirma Risso.

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Por outro lado, as dores musculares apresentam um padrão de comportamento totalmente diferente, sendo geralmente mais difusas e espalhadas pela perna. Essas condições podem envolver uma área maior e estar associadas a inflamações em tendões ou em músculos específicos, como o glúteo médio, o glúteo mínimo ou o piriforme. O piriforme, inclusive, é conhecido por simular uma ciática, o que reforça a necessidade de um diagnóstico técnico. Um sinal prático para diferenciar as condições está na resposta ao alívio imediato. "Quando a dor melhora com massagem, calor, pomadas ou relaxamento muscular, há grande chance de ser muscular. Já a dor nervosa não melhora de forma consistente com essas medidas, porque a causa está na coluna, não no local onde dói", explica o fisioterapeuta.

O risco de negligenciar a origem real do problema é alto, pois a compressão nervosa pode gerar efeitos secundários graves no organismo. A perda de tônus muscular, conhecida como hipotonicidade, pode causar fraqueza, alteração na forma de caminhar e até desencadear tendinites. Por esse motivo, Laudelino Risso ressalta que muitas vezes existe uma combinação de fatores. Apenas uma avaliação especializada consegue identificar se a dor é nervosa, muscular ou uma união das duas, garantindo que o paciente não perca tempo com métodos que não atingem a raiz da patologia na coluna.

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