O que estão compartilhando: uma apresentadora noticia que um abaixo-assinado pela libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro teria ultrapassado 40 milhões de assinaturas. O conteúdo pede que usuários sigam a página para registrar o nome na petição.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. O vídeo foi criado com inteligência artificial. Não foi encontrado registro de um abaixo-assinado com 40 milhões de assinaturas a favor da soltura de Bolsonaro. A página responsável pela postagem afirma que é uma conta de "fã" e não destina nenhum link para o suposto documento.
Uma pesquisa feita com a busca reversa de imagens (veja como fazer aqui) indicou não existir um vídeo real da notícia de jornal sobre o abaixo-assinado ou com a apresentadora que aparece nas imagens.
A conta responsável por publicar o vídeo analisado no Instagram se descreve na biografia como uma "página de fãs" de Bolsonaro e publica diversos vídeos gerados com IA ou editados. Não há nenhum link de abaixo-assinado divulgado no perfil.
O vídeo afirma que, para assinar a petição, o usuário precisa apenas seguir a página, o que indica uma estratégia para angariar seguidores na rede social.
A Agência Lupa também checou conteúdo semelhante.
Moraes negou recursos da defesa de Bolsonaro
Como mostrou o Estadão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, no dia 13 de janeiro, o recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro para levar ao Plenário da Corte a discussão sobre os embargos infringentes contra a condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
Os embargos infringentes são um tipo de recurso previsto no Regimento Interno do STF que permitem a reavaliação de decisões não unânimes. A condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão foi confirmada por maioria na Primeira Turma, com apenas um voto divergente, do ministro Luiz Fux, que defendeu a absolvição.
O ex-presidente está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. Ele foi transferido ao presídio por determinação de Moraes na última quinta-feira, 15.