O que estão compartilhando: vídeo com o trecho de um telejornal que afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria revelado para a Polícia Federal (PF) que Lulinha e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estariam envolvidos no atentado a faca sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Vorcaro não apresentou uma proposta de delação para os investigadores. Em resposta ao Verifica, a PF e o STF disseram que as afirmações do vídeo não procedem. O conteúdo foi criado com auxílio de ferramentas de inteligência artificial (IA). Os inquéritos que investigaram o atentado a faca contra Bolsonaro em 6 de setembro de 2018 concluíram que Adélio Bispo planejou e executou o crime sozinho, sem participação de terceiros, partidos ou grupos.
Questionada sobre a existência do "documento de 147 páginas" citado no vídeo analisado, a Polícia Federal respondeu que a informação não procede.
Vorcaro é suspeito de ser um dos operadores da maior fraude financeira já praticada no País. Não se tem notícias que as provas obtidas no celular do ex-dono do banco Master façam qualquer menção ao nome de Adélio Bispo.
Investigações concluíram que Adélio agiu sozinho
Dois diferentes inquéritos chegaram à mesma conclusão: Adélio Bispo planejou e executou o crime contra Bolsonaro sozinho, sem participação de terceiros, partidos ou grupos. Por sofrer distúrbios psicológicos, ele foi declarado inimputável, ou seja, incapaz de responder pelo ocorrido.
Desde o atentado, Adélio está preso na penitenciária federal de Campo Grande (MS).
O último depoimento de Adélio à Justiça foi em 19 de agosto de 2019. A Defensoria Pública da União, que presta assessoria jurídica à Adélio, informou ao Verifica em uma checagem anterior que "não foi informada de novidades na investigação". Ou seja: não há novos desdobramentos sobre o caso.
O Verifica encontrou em contato com as defesas de Lulinha, Vorcaro e Adélio Bispo, mas não teve retorno.
O conteúdo analisado aqui também foi checado pela Reuters.