Campanha de Lula afirma que Instagram e Facebook estão ajudando Flávio Bolsonaro

10 out 2026 - 13h40
Resumo
A campanha de Lula acionará o TSE e a ANPD contra a Meta, acusando a empresa de beneficiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. A equipe petista relata restrições a anúncios, alcance limitado e falhas no Instagram, apontando que o adversário teve quase o triplo de engajamento via algoritmo, apesar de ter menos seguidores. A chapa alega suspeita de interferência no pleito, enquanto a Meta atribuiu os problemas a instabilidades técnicas, sem comprovar impacto em outros candidatos.

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, de atuar para beneficiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.

Em posicionamento divulgado neste sábado (10) no QG da campanha, no Lago Sul, em Brasília, a equipe petista anunciou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentará denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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Para a equipe de campanha, a sucessão de falhas técnicas não explicadas de forma transparente levanta a suspeita de uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro. Entre os episódios relatados estão a remoção e restrição da conta de anúncios do presidente Lula, travamentos na contagem de visualizações e alcance de postagens, além da impossibilidade de impulsionar conteúdos no Instagram entre a tarde do dia 9 e a manhã do dia 10 de outubro.

Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT indicou que a página de Flávio Bolsonaro registrou, em média, 2,96 vezes mais engajamento do que a de Lula, mesmo reunindo 17,2% a menos de seguidores, discrepância que os petistas atribuem ao funcionamento do algoritmo.

A campanha aponta que tais restrições prejudicam a divulgação de propostas e debates centrais, como o fim da escala 6×1, o combate às apostas online (bets) e a defesa de programas sociais como o Pé-de-Meia.

Diante das acusações, a Meta justificou os ocorridos como instabilidades técnicas do sistema, mas, segundo o PT, a empresa não apresentou evidências de que os problemas tenham afetado outros candidatos no Brasil. Procurada, a Meta não enviou manifestação imediata sobre as denúncias. Parallelamente às ações contra a plataforma digital, a chapa governista também acionou a Justiça Eleitoral para contestar outras irregularidades na campanha do segundo turno, incluindo conteúdos desinformativos, vídeos manipulados e esquemas suspeitos de impulsionamento em redes sociais.

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