Uma vítima de golpe bancário fez uma espécie de “profecia” sobre a prisão de um dos criminosos envolvidos no esquema. Um áudio encontrado no celular de um dos suspeitos registra o momento em que a vítima, revoltada após perceber a tentativa de fraude, afirma que o golpista seria preso.
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O material foi apreendido durante uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que prendeu quatro mulheres e um homem suspeitos de manter uma central de golpes em uma chácara na zona rural de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira, 12.
"O que tu levou da turma não vai levar uma semana tu vai perder. Se Deus existe vai acontecer isso", diz uma das vítimas no áudio.
Segundo as investigações, o grupo tinha como alvo principalmente correntistas idosos. Os criminosos se passavam por funcionários ou gerentes de instituições financeiras e criavam uma narrativa de que havia uma falha de segurança ou uma tentativa de invasão na conta da vítima.
A partir da abordagem, os suspeitos orientavam os correntistas a realizar determinadas operações bancárias sob o argumento de que os procedimentos seriam necessários para proteger o dinheiro. Na realidade, as ações permitiam que os criminosos desviassem os valores das contas.
A central funcionava em uma chácara localizada em uma área rural de Franco da Rocha. Para dificultar a identificação do endereço, os envolvidos instalaram no imóvel uma estrutura com equipamentos utilizados nas abordagens, incluindo celulares, notebooks e headsets.
As prisões foram realizadas por policiais da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Roubo a Bancos (Disccpat). Durante as apurações, os investigadores identificaram a estratégia utilizada pelo grupo para esconder a base de operações.
A chácara havia sido alugada pelos criminosos cerca de uma semana antes da ação policial. Os agentes conseguiram localizar o imóvel e prender os cinco suspeitos que estavam envolvidos nos golpes. Outros dois homens conseguiram escapar pela mata durante a operação.
Além dos equipamentos usados para aplicar os golpes, os policiais apreenderam celulares e computadores que poderão ajudar a identificar outras vítimas e dimensionar a atuação do grupo. O material será submetido a perícia para verificar quantas fraudes podem ter sido realizadas a partir da central.
Os cinco detidos são investigados pelos crimes de associação criminosa e estelionato. As informações encontradas nos dispositivos também poderão contribuir para identificar outros integrantes do esquema.