Se for necessária intervenção na Bahia ou no Ceará, faremos, diz Renan Santos

13 ago 2026 - 12h58

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira, 13, que poderá recorrer a intervenções federais em Estados caso considere que os governos locais não atuam de maneira suficiente contra o crime organizado. Ele citou nominalmente Bahia, Ceará e Rio de Janeiro.

Renan acusou os governadores e candidatos à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, e Elmano de Freitas (PT), do Ceará, de serem lenientes com organizações criminosas. "Se for necessário fazer uma intervenção no próprio Estado deles, assim o faremos", declarou. Em relação ao Rio de Janeiro, o candidato disse que a medida poderá ser necessária diante do que classificou como uma infiltração do crime organizado na política local.

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O presidenciável participou do 13º Fórum Caminhos da Liberdade, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), na capital paulista. Os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também devem comparecer ao evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foram convidados, mas não devem participar.

Questionado sobre como pretende obter apoio político para transformar suas propostas de segurança pública em ações de governo, Renan reconheceu que dependerá de maioria no Congresso e da colaboração dos governadores. Segundo ele, a estratégia poderá envolver medidas como a decretação de estado de defesa e o emprego das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O candidato afirmou ainda que pretende dividir com os governadores os resultados de eventuais operações, inclusive nos casos em que os chefes dos Executivos estaduais não fizerem parte de sua base política. De acordo com Renan, aqueles que cooperarem poderão assumir publicamente os méritos das ações de combate às organizações criminosas.

Apesar das críticas ao atual governo, Renan reconheceu que mais medidas legislativas de combate ao crime organizado foram aprovadas durante a gestão Lula do que no governo anterior. Na avaliação do candidato, esse resultado indica que o tema já mobiliza o Congresso, inclusive os partidos do Centrão, e pode formar maioria para a aprovação de projetos de lei e propostas de emenda à Constituição que endureçam penas.

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Ao defender uma política mais rigorosa na área da segurança, Renan comparou sua proposta à adotada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. "Quero um dia que se fale que Nayib Bukele é o Renan Santos de El Salvador", disse.

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