Sem endosso de Trump, Flávio recua e agora se autodenomina 'líder do Brasil'

Candidato derrotado apagou o termo 'presidente eleito' de sua carta

28 out 2026 - 20h00
Resumo
Após fugir para os EUA e não obter o apoio de Donald Trump, Flávio Bolsonaro recuou de sua autoproclamação como "presidente eleito" e passou a se definir como "líder do Brasil". Sem aceitar a derrota para Lula nas urnas, o candidato publicou cartas contestando a lisura do pleito sem apresentar provas, além de pedir a cassação da chapa vencedora. Alvo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal, o senador alegou sofrer perseguição política para justificar sua saída do país.

Menos de uma hora depois de se autodeclarar "presidente eleito", o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) recuou e divulgou uma nova versão de sua carta, agora se definindo como "líder do Brasil".

    A mudança chega em meio à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de não endossar a estratégia do senador, que ainda não aceitou sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 25 de outubro.

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    "Eu não vou fazer comentários sobre isso, mas eu sei que demos uma autorização para ele vir para o país, então vamos ver.

    Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo", disse Trump a jornalistas nesta quarta-feira (28).

    Ao todo, Flávio já divulgou três versões de sua carta. a primeira, revelada às 16h53, continha um brasão com o nome "Estados Unidos do Brazil", com "Z", que não é utilizado há quase 100 anos; três minutos depois, ele publicou uma com a denominação certa do país, "República Federativa do Brasil".

    Nessas duas versões, ele se autodenominava "presidente eleito".

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    Já na terceira, que chegou às 17h41, Flávio se apresenta como "líder do Brasil". No documento, Flávio, que fugiu para os Estados Unidos via Argentina e Equador, agradece aos presidentes Trump e Javier Milei e, sem apresentar provas, denúncias alegadas fraudes nas eleições de 2026.

    Segundo o candidato derrotado, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação até as 19h "permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno".

    Análises dos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que somente pouco mais de 30 mil votos foram depositados nas urnas entre 17h e 19h.

    Além disso, acusou a campanha petista de "abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição" e defendeu a cassação da chapa Lula-Alckmin.

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    Alvo de inquéritos no STF por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas em supostas negociatas envolvendo o advogado Willer Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio também afirmou ser alvo de "perseguição política".

    "Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Existe uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Não vou submeter minha família a isso, e meu país não merece passar novamente por esse vexame internacional", escreveu. .

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