Zema critica Dino em caminhada na Paulista, chama Moraes de 'bandido' e diz confiar em Cármen Lúcia

Em ato de 7 de Setembro, candidato do Novo pede que Cármen Lúcia coloque 'consciência' acima do 'espírito corporativista'; voto da ministra é considerado decisivo no desfecho da crise

7 set 2026 - 10h54
(atualizado às 11h03)
Resumo
Durante ato na Avenida Paulista, o presidenciável Romeu Zema (Novo) fez duras críticas a ministros do STF. Zema chamou Alexandre de Moraes de "bandido", defendeu sua prisão e criticou Flávio Dino por resistir ao encerramento de inquéritos antigos. O candidato também declarou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, considerado decisivo no julgamento sobre apurações contra magistrados da Corte, esperando que ela supere o corporativismo institucional.

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 7, e afirmou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, tido como decisivo no desenrolar da crise no Tribunal. No domingo, 6, Dino criticou quem "promete" encerrar inquéritos por motivo de "tramitação longa", em uma referência indireta ao presidente da Corte, Edson Fachin, que afirmou na sexta-feira, 4, ser favorável ao fim do inquerito das fake news. Para Zema, Dino "faz parte da turminha que quer que tudo continua como está". "É a mesma turminha que nós já conhecemos e estamos vendo do que são capazas de fazer", disse o presidenciável, que promove um ato de campanha na avenida Paulista na manhã desta segunda-feira, 7.

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Sobre Cármen Lúcia, Zema afirmou esperar "que a consciência dela fale mais alto do que o espírito corporativista". "Tenho certeza que ela não vai caminhar nesse sentido. Sei que é uma pessoa do bem."

A campanha de Romeu Zema (Novo) estendeu uma faixa em protesto aos ministros do STF no Edifício Anchieta, no cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, onde está marcado o início de uma caminhada do candidato. O presidenciável seguirá até o Masp.
A campanha de Romeu Zema (Novo) estendeu uma faixa em protesto aos ministros do STF no Edifício Anchieta, no cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, onde está marcado o início de uma caminhada do candidato. O presidenciável seguirá até o Masp.
Foto: Thiago Max / Divulgação / Estadão

O voto de Cármen Lúcia é visto como o fiel da balança no julgamento sobre o prosseguimento das apurações contra os ministros Alexandre de Moraes, alvo de um pedido de investigação de André Mendonça, que é, por sua vez, alvo de um pedido de inquérito protocolado por Moraes.

Zema voltou a dizer que Moraes, a quem chamou de "bandido", devia estar preso. "O lugar dele é esse", disse o candidato, que criticou o ministro do STF por fazer negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro "exercendo um cargo pelo qual já é muito bem remunerado"

Zema promove uma caminhada na avenida Paulista em protesto aos ministros do STF. Os apoiadores do ex-governador concentram-se na frente do Masp.

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A campanha do presidenciável estendeu uma faixa no prédio Anchieta, no cruzamento da avenida com a rua da Consolação, em referência aos "Intocáveis", série transmitida nas redes sociais de Zema com críticas a ministros do Supremo.

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