A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pediu ao TRE-RJ a abertura de um inquérito contra o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ). O parlamentar é acusado de usar spray de pimenta contra participantes de um ato de campanha de Flávio Serafini (PSOL-RJ), ferindo ao menos três pessoas, e de exibir uma arma de fogo para intimidar os presentes. O órgão apontou possíveis crimes comuns e eleitorais, solicitando também a suspensão do porte de arma do deputado e medidas cautelares.
A Procuradoria Regional Eleitoral (MPF) do Rio de Janeiro pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a abertura de um inquérito policial contra Alexandre Knoploch (PL-RJ). O deputado estadual foi a um comício do também deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ) e mostrou uma arma presa na sua cintura para ameaçar os presentes.
O documento usa como base a notícia-crime apresentada pelo próprio Serafini para justificar a investigação. De acordo com ele, Knoploch foi ao ato político e retirou de seu bolso um spray de pimenta, disparando diretamente contra as pessoas que estavam na calçada, dentre elas transeuntes idosos.
O ataque teria começado após uma pessoa não identificada ter falado sobre Jair Bolsonaro, afirmando que "o pai está preso". Segundo consta na peça, o jato do spray de pimenta teria atingido os olhos e a boca de ao menos três pessoas, incluindo Maria de Lourdes do Carmo, candidata a Suplente ao Senado conhecida como Maria dos Camelôs.
Na sequência, Knoploch passou a intimidar outros eleitores ali presentes, chegando a exibir uma arma de fogo que guardava na cintura por baixo de sua camiseta.
O MPF cita que o deputado do PL possivelmente praticou os crimes eleitorais de impedimento à propaganda, violência política de gênero e injúria, além dos crimes comuns de lesão corporal, ameaça, desobediência e porte ilegal de arma.
O texto pede ao TRE a abertura de um inquérito policial, a suspensão do porte de arma de Knoploch até o fim das eleições, a sua proibição de aproximação aos comitês de Serafini e a restrição de manter contato com as vítimas e suas equipes.