Substituição de urnas eletrônicas durante votação não significa perda de votos nem fraude

JUSTIÇA ELEITORAL TEM RESERVA DE MÁQUINAS PARA USO EM CASO DE PROBLEMAS; MEMÓRIA É TRANSFERIDA PARA O EQUIPAMENTO EXTRA PARA QUE NENHUMA INFORMAÇÃO SEJA PERDIDA

21 out 2026 - 08h10
Resumo
É enganoso associar a troca de urnas a fraudes ou perda de votos. A Justiça Eleitoral registrou a substituição técnica de 1.904 aparelhos com defeito no primeiro turno por urnas de contingência preparadas para imprevistos. O procedimento é seguro: o cartão de memória externo da máquina com falha é transferido para a substituta, que sincroniza os dados e preserva todos os votos já computados e o registro de presença, permitindo a continuidade normal da votação.

O que estão compartilhando: que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a troca de 1.543 urnas eletrônicas a menos de duas horas do término das eleições. A postagem acusa fraude nas eleições para presidente e exige auditoria.

Urnas de contingência são preparadas para substituir máquinas com defeito.
Urnas de contingência são preparadas para substituir máquinas com defeito.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Além das urnas enviadas para as seções eleitorais, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) possuem urnas de contingência, que são equipamentos "extras", preparados para substituir máquinas de votação com defeito.

Publicidade

No ato da substituição, a memória da urna que apresentou defeito é transferida para o equipamento de contingência. O TSE explica que esse procedimento permite a continuidade da votação sem perda dos votos já computados ou da informação de quais eleitores já votaram.

Saiba mais: A Justiça Eleitoral informou que 1.542 urnas eletrônicas foram substituídas até as 15h30 do dia 4 de outubro, 1º turno das eleições. Essa informação está no terceiro dos dos cinco boletins divulgados pelo TSE naquele dia.

O boletim final, publicado às 20h, atualiza que um total de 1.904 máquinas precisaram ser substituídas. Confira no documento abaixo:

O TSE explica que, embora sejam adotados procedimentos de testes e manutenções preventivas a fim de evitar problemas durante a votação, a urna eletrônica, como qualquer outro dispositivo eletrônico, pode apresentar falhas no dia da eleição.

Publicidade

Por isso, além das urnas eletrônicas que são enviadas para as seções eleitorais, os TREs possuem equipamentos extras, preparados para a ocasião de eventuais substituições técnicas. São as urnas de contingência. Como mostra o último relatório divulgado pelo TSE, 50.038 urnas extras estavam a postos no 1º turno das eleições.

No ato da substituição, a memória da urna com defeito é transferida para o equipamento extra. Ocorre uma migração dos votos já registrados para a urna de contingência, que então é lacrada e passa a ser a urna da seção.

Em mais detalhes, o TSE explica que existem dois cartões de memória na urna eletrônica: um interno ao equipamento e outro externo, que funciona como uma espécie de backup. Ao longo da votação, informações como votos e comparecimento de eleitores são gravadas em ambos os cartões.

O procedimento de substituição da urna consiste na retirada do cartão de memória externo da urna com defeito e sua inserção na urna de contingência.

Após essa inserção, a urna de contingência sincroniza as informações do cartão de memória externo da outra máquina, que falhou, com seu próprio cartão de memória interno.

Publicidade

A partir desse momento, a urna de contingência passa a operar como urna de votação da seção onde ocorreu a falha, permitindo a continuidade da votação sem perda dos votos computados ou da informação de quais eleitores já votaram.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações