Kátia Abreu será vice de Ciro Gomes, diz presidente do PDT

Escolha pela chapa pura à Presidência ocorre após uma semana de seguidos reveses para Ciro

5 ago 2018 - 14h44
(atualizado às 17h02)

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou ao Broadcast Político/Estadão que a senadora Kátia Abreu, do Tocantins, foi escolhida como vice de Ciro Gomes para a disputa presidencial nas eleições 2018.

A escolha pela chapa pura à Presidência ocorre após uma semana de seguidos reveses para Ciro. O ex-ministro estava em negociação avançada para compor com o PSB. No entanto, a executiva nacional pessebista acertou com o PT a neutralidade do partido na corrida ao Planalto. Em troca, foram retiradas as candidaturas do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas e da vereadora Marília Arraes (PT), em Pernambuco.

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Kátia Abreu será a vice-candidata à presidência na chapa de Ciro Gomes pelo PDT
Kátia Abreu será a vice-candidata à presidência na chapa de Ciro Gomes pelo PDT
Foto: Arquivo / Agência Brasil

A manobra do PSB teria sido acertada com o consentimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde 7 de abril em Curitiba, que deseja isolar Ciro no campo da centro-esquerda. No sábado (4), o pedetista fechou a primeira e até agora única composição partidária da chapa, com o Avante.

Historicamente ligada à bancada ruralista, a senadora foi eleita pelo Estado do Tocantins em 2006, pelo DEM (então PFL). Quando a ex-presidente Dilma Rousseff assumiu o Planalto, em 2011, as duas acabaram se aproximando. Já pelo MDB, em 2014, Kátia foi reeleita para o cargo.

No ano seguinte, foi nomeada ministra da Agricultura. No processo de impeachment de Dilma Rousseff, Kátia se tornou uma das mais ferrenhas defensoras da petista.

O apoio incondicional a Dilma, mesmo após o impeachment, custou à senadora a expulsão do MDB, em 2017. Em março deste ano, ela se filiou ao PDT para disputar a eleição suplementar do governo do Tocantins. Na corrida extemporânea, ela ficou em quarto lugar, com 15,66%. Ela pretendia concorrer novamente ao mesmo cargo em outubro.

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Na eleição estadual, Lula enviou carta de apoio à candidatura de Kátia, mesmo sem o PT fazendo parte formalmente da chapa.

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