Rui Costa endossa cobrança de Lula a Flávio sobre sigilos e desafia ACM Neto na Bahia

20 out 2026 - 11h56
Resumo
Inspirado pelo desafio de Lula a Flávio Bolsonaro, Rui Costa (PT) propôs abrir seus sigilos bancário e telefônico se ACM Neto e o prefeito Bruno Reis (União Brasil) fizessem o mesmo, citando supostas ligações dos rivais com investigados. Em resposta, Reis aceitou a provocação caso o petista dê o primeiro passo, além de contra-atacar cobrando explicações sobre a evolução patrimonial de Costa e o escândalo da compra de respiradores não entregues durante a sua gestão como governador da Bahia.

Na esteira do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para abertura dos sigilos bancário e telefônico, o ex-ministro e senador eleito Rui Costa (PT) desafiou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, ambos do União Brasil, a fazerem o mesmo. O petista afirmou que abrirá suas contas caso os adversários também autorizem o acesso aos próprios dados.

"Eu vou dizer a mesma coisa para ACM Neto. Eu abro minhas contas. Abra suas contas, seu sigilo telefônico, ACM Neto. Isso vale também para o prefeito de Salvador", disse Rui Costa na segunda-feira, 19, à rádio Baiana FM, estendendo também o desafio a Bruno Reis. Neto e Bruno apoiam Flávio no segundo turno presidencial.

Publicidade

Ao fazer o desafio, Rui mencionou as relações de Neto com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e citou o empresário Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", ao defender a divulgação dos dados dos adversários.

Nesta terça-feira, 20, durante agenda em Salvador, Bruno Reis respondeu à provocação e aceitou o desafio, condicionando a apresentação do pedido à mesma iniciativa pelo ex-governador. "Os meus estão disponíveis. Eles podem me pedir, ele vai lá, dá entrada e no mesmo dia eu dou também", disse em conversa com jornalistas.

O prefeito também afirmou que os dados de ACM Neto já haviam sido objeto de abertura de sigilo e devolveu cobranças a Rui Costa. Criticou a compra de respiradores não entregues durante a pandemia de Covid-19, quando o petista governava a Bahia, e questionou a evolução patrimonial do ex-ministro.

O prefeito ainda criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) por manter no cargo o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, citado nas investigações sobre o Banco Master.

Publicidade
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se