Renan Santos e Romeu Zema defendem fim das bets e ex-governador de MG compara apostas com 'cocaína'

Candidato do Missão promete 'destruir' plataformas em eventual governo

24 ago 2026 - 18h51
Resumo
Os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) defenderam a proibição das apostas online no Brasil. Em agendas de campanha, Renan prometeu erradicar as plataformas em um eventual governo como parte de reformas econômicas. Já Zema comparou o vício em apostas ao uso de cocaína, classificou o mercado como uma praga e propôs a proibição total ou redução drástica do setor, com uso de tecnologia para combater a clandestinidade.

Os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) defenderam nesta segunda-feira, 24, o fim das plataformas de apostas online no País. Os candidatos deram as declarações em diferentes agendas de campanha.

Renan prometeu "destruir" as apostas em um eventual governo, enquanto Zema comparou o vício em bets ao consumo de cocaína e defendeu a proibição do setor.

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Renan deu a declaração em coletiva de imprensa após almoço na Faria Lima, em São Paulo (SP), com empresários e investidores. "As bets serão destruídas no meu governo, não vai ter bet, não vai ter esse crédito consignado fácil comendo o salário das pessoas", afirmou.

O candidato disse que o tema fez parte de um projeto mais amplo de reformas econômicas que pretende adotar caso seja eleito. "A economia brasileira pode crescer se a gente tirar o Lula do poder", disse, ao listar corte de gastos públicos, redução de impostos e de juros como parte do pacote.

Já Romeu Zema, tratou do tema durante encontro com lideranças e fiéis na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo (RJ). A fala foi divulgada pela CNN.

Segundo o ex-governador de Minas Gerais, os aplicativos de apostas foram criados para estimular o vício dos usuários. "É o que acontece com a cocaína: você prende um traficante e surge outro no lugar. Mas é dever e obrigação do Estado", afirmou. Ele defendeu a proibição total do setor ou, pelo menos, uma redução de pelo menos 50% nas apostas.

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Zema classificou o mercado de apostas como "uma praga e uma desgraça" e disse pretender usar recursos tecnológicos para conter o surgimento de plataformas clandestinas após uma eventual proibição. "Mercado clandestino sempre vai ter. Não temos pessoas viciadas em cocaína, que é legalmente proibida há décadas?", disse.

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