O candidato a presidente Renan Santos (Missão) defendeu nesta terça-feira, 4, uma redução do poder de atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), mas afirmou que, se eleito, promoverá essa reforma de maneira republicana.
Renan também se posicionou de forma contrária ao foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado. Segundo o candidato, o foro é um "controle político" do STF sobre as ações dos parlamentares.
A declaração ocorreu durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista em parceria com a empresa de educação executiva G4. Além dele, foram entrevistados nesta manhã, em separado, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) - que participou do encontro à distância. Entre os nomes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não compareceu.
Durante a entrevista, Renan estabeleceu como metas de sua gestão o ajuste fiscal, o aprimoramento da competitividade do País e a revisão de matérias penais.
O candidato qualificou a zona franca de Manaus como "malandragem fiscal" e "distorção a ser corrigida". Apesar das críticas, o presidenciável defendeu uma análise caso a caso das renúncias fiscais.
Renan voltou a defender a desindexação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao salário mínimo e a desvinculação de gastos obrigatórios.