Renan diz que ascensão de Cury é 'covardia' e 'ciclo de rivotril': 'Discurso vazio'

Candidato do Missão pediu saída de Moraes, Toffoli, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet em ato em frente ao monumento do Obelisco

7 set 2026 - 13h51
(atualizado às 14h26)
Resumo
Em ato no Ibirapuera, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou a alta de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas, chamando sua ascensão de "covardia" e seu discurso de "vazio". Cury alcançou o terceiro lugar, superando outras alternativas à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. No evento, Renan e o deputado Kim Kataguiri atacaram ministros do STF, com pedidos de saída e prisão de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli devido a desdobramentos do escândalo do Banco Master.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas de intenção de voto é a "ascensão da covardia". Segundo Renan, ao aderirem ao que ele chamou de "discurso vazio" do candidato do Avante, os eleitores seguirão em um "ciclo de Rivotril".

O candidato do Missão promoveu um ato em celebração ao Sete de Setembro em frente ao monumento do Obelisco, no parque Ibirapuera. "As pessoas estão viciadas no erro", disse Renan sobre o desempenho de Cury nas pesquisas.

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Ato de Renan Santos em São Paulo
Ato de Renan Santos em São Paulo
Foto: Luiz Rebelato/Divulgação / Estadão

Escritor de livros de autoajuda, Cury aparece em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada na semana passada. Com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados pelo levantamento, ele cresceu oito pontos em relação à rodada anterior da pesquisa. A ascensão do candidato também foi registrada pelo levantamento do Datafolha. Com o crescimento nas intenções de voto, Cury despistou concorrentes que se colocavam como alternativas aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), como o próprio Renan Santos. Apesar do crescimento de Cury, os candidatos do PT e PL seguem polarizando a disputa.

No ato, Renan leu um manifesto com críticas ao "estado de coisas" que levou à proporção tomada pelo escândalo do Banco Master. O presidenciável pediu a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Durante o evento, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) clamou pela prisão de Moraes e criticou os demais candidatos à Presidência além de Renan por, segundo ele, não terem a "independência" necessária para reforçar o pedido.

"Tenho certeza que, seja por canalhice, por envolvimento com Vorcaro ou o Master ou por covardia, as outras candidaturas não vão se comprometer", disse Kim.

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Além de Moraes, o parlamentar criticou Dias Toffoli, que na semana passada suspendeu a campanha digital de Renan, mas voltou atrás da decisão.

"É libertador saber que, se a Polícia Federal me acordar às 6 da manhã, não vai ser porque eu estou trocando mensagem com o Vorcaro, vai ser porque eu estou batendo no Dias Toffoli", afirmou o deputado federal.

Repórter é vaiado em ato de Renan, que contém a militância

Enquanto Renan Santos respondia perguntas da imprensa, um jornalista da Rádio Bandeirantes perguntou ao presidenciável sobre as propostas para o eleitorado feminino. A militância hostilizou a pergunta, ao que Renan Santos interveio para conter as vaias. "A pergunta é boa e ele não está errado em perguntar", disse.

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