Quem é Félix Mendonça, deputado alvo de operação da PF contra desvios de emendas parlamentares

Ao todo, a PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, na Bahia e no Distrito Federal; Estadão busca contato com o parlamentar

13 jan 2026 - 08h16
(atualizado às 08h36)
Resumo
O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é alvo da Operação Overclean da PF por suposto desvio de R$ 4 milhões em emendas; a ação conta com apoio da CGU e Receita, com bloqueio de R$ 24 milhões pelo STF.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é um dos alvos da nona fase da Operação Overclean, da Polícia Federal (PF), que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

Ao todo, a PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

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O Estadão busca contato com o parlamentar. O espaço está aberto.

Natural de Itabuna, no interior da Bahia, Mendonça tem 62 anos. Ele é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia e está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. O parlamentar é filho do ex-deputado Félix Mendonça, que morreu em 2020.

Desde abril do ano passado, ele ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais da Câmara, responsável por estabelecer diretrizes da diplomacia parlamentar, promover a cooperação com parlamentos de outros países e apoiar delegações, comitivas e representações de deputados em missão oficial.

Mendonça entrou na mira da operação por ter destinado ao menos R$ 4 milhões em emendas parlamentares a prefeituras investigadas sob suspeita de fraudes em licitações. Ele já havia sido alvo de outra fase da ação, em junho do ano passado.

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Os mandados foram cumpridos na capital baiana, em Mata de São João (BA), em Vera Cruz (BA) e no imóvel funcional de Mendonça, em Brasília. A ação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.

O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias dos investigados, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

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