Quem é a ex-miss e amiga de Michelle Bolsonaro que pode se tornar vice-governadora do Rio de Janeiro

Eleita vereadora em 2024, Fernanda Louback presidiu o movimento feminino do PL em Niterói. Ela tem atuação voltada para pautas conservadoras e brigou na câmara por ser contra uma homenagem feita à cantora Ludmila

9 out 2026 - 10h38
(atualizado às 10h40)
Resumo
A vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) pode virar vice-governadora do RJ após o TSE anular os votos de Anthony Garotinho, garantindo a vitória de Douglas Ruas (PL) em 1º turno contra Eduardo Paes. Ex-miss, empresária e mãe atípica, Louback preside o PL Mulher local e foca em pautas sobre autismo e família. Ela ganhou notoriedade por declarações polêmicas, oposição a pautas progressistas, como banheiros neutros, e embates sobre raça e costumes na Câmara Municipal.

A vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) pode se tornar vice-governadora do Rio de Janeiro após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular, nesta quinta-feira, 8, os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno das eleições estaduais.

Ela integra a chapa do deputado estadual e policial civil Douglas Ruas (PL), que, com a nova contagem dos votos válidos, ultrapassa os 50% necessários para vencer a disputa sem segundo turno. Ruas deve ser declarado governador eleito nos próximos dias, superando Eduardo Paes (PSD), seu principal adversário na eleição.

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Fernanda Louback (PL), vereadora de Niterói e candidata a vice-governadora na chapa de Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro.
Fernanda Louback (PL), vereadora de Niterói e candidata a vice-governadora na chapa de Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

Fernanda Louback exerce seu primeiro mandato como vereadora de Niterói, após ter sido eleita em 2024. Católica e identificada com o conservadorismo, ela defende pautas relacionadas à família, à segurança pública e aos direitos das pessoas com autismo. Já deu declarações polêmicas e esteve à frente de projetos

Antes de ocupar um cargo eletivo, Fernanda atuou na organização partidária como a primeira presidente do PL Mulher em Niterói. À frente do movimento, participou de iniciativas de filiação e mobilização de mulheres para a política.

A vereadora também se apresenta como mãe atípica e tem a defesa de políticas públicas voltadas às pessoas com autismo e suas famílias entre suas principais bandeiras.

Antes de ingressar na vida pública, Fernanda Louback venceu o concurso de miss Rio de Janeiro, competindo por Nova Friburgo, em 2003. Depois disso, trabalhou como empresária no setor de joias e semijoias. Ela foi proprietária de uma loja que levava seu nome na Rua Moreira César, em Icaraí, bairro de Niterói.

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Segundo relato da própria vereadora, o estabelecimento enfrentou dificuldades financeiras depois de obras realizadas pela prefeitura em 2015, que teriam prejudicado o acesso de clientes ao comércio.

Louback atribui o fechamento da loja aos impactos dessas intervenções e afirma que a experiência contribuiu para sua decisão de entrar na política.

Controvérsias

Fernanda ganhou visibilidade no cenário político de Niterói ao adotar uma postura conservadora e combativa na Câmara Municipal.

O episódio de maior repercussão pública ocorreu durante o debate sobre a concessão do título de cidadã niteroiense à cantora Ludmilla. Na ocasião, a parlamentar opôs-se à homenagem alegando que a artista fazia apologia às drogas.

Durante a mesma sessão plenária, Louback afirmou que "parece que é crime no Brasil você ser branco" e fez comentários direcionados à aparência e à cor do cabelo da vereadora Benny Briolly, parlamentar do PSOL. A fala provocou forte indignação do plenário.

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"Impressionante que hoje parece que é crime no Brasil você ser branco. Vocês me desculpem por ter nascido… Inclusive, o meu avô materno é negro, e o outro de família alemã. Uma mistura danada", disse.

Defensora da agenda conservadora, ela atuou contra pautas progressistas, como no projeto em que propôs vetar a implantação de banheiros neutros em espaços públicos, além de defender publicamente medidas rígidas de segurança e ordem pública, tais como a internação compulsória para pessoas em situação de rua com dependência química.

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