O senador eleito Rui Costa (PT) cobrou que Flávio Bolsonaro (PL) detalhe o corte de R$ 250 bilhões previsto em seu plano de ajuste fiscal, questionando possíveis impactos no Bolsa Família, Farmácia Popular e Samu. Integrando a coordenação da campanha de Lula no segundo turno, Costa busca atingir 75% dos votos na Bahia e criticou o adversário ao associá-lo a Adriano da Nóbrega e à crise política do Rio de Janeiro, afirmando que a campanha petista focará no contraste entre as propostas.
O senador eleito pela Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) cobrou nesta sexta-feira, 9, que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explique, neste segundo turno, quais despesas seriam atingidas por um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões estudado por sua equipe econômica.
"Eu gostaria muito que ele pudesse dizer ao povo, antes da eleição, onde ele vai fazer o corte. O povo precisa saber, e ele tem que ser honesto pelo menos nessa hora de dizer onde ele vai cortar", afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, em Salvador.
Costa questionou se o ajuste atingiria o Farmácia Popular, o financiamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Segundo o petista, buscando a vitória no 2º turno, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrará essas explicações e comparará as propostas dos candidatos para que os eleitores saibam o que cada um defende.
Atuação no 2º turno
O ex-ministro de Lula disse que voltará a Brasília ainda nesta sexta-feira e alternará sua atuação na capital federal e na Bahia até a votação de 25 de outubro. "Vou ficar alguns dias lá e vou ficar indo e voltando até o dia 25 para poder ajudar lá e tentar ajudar um pouco aqui para a gente garantir essa votação", declarou o senador eleito, que passa a integrar o reforço da coordenação da campanha de Lula no segundo turno.
Na Bahia, Rui Costa estabeleceu como meta levar o presidente a 75% dos votos válidos no segundo turno e defendeu um mutirão para estimular o comparecimento às urnas. No primeiro turno, o presidente recebeu 66,17% dos votos válidos no Estado. "A Bahia e os baianos serão decisivos nisso", afirmou.
Ao destacar a segurança como uma das principais pautas dos eleitores, Rui Costa atacou Flávio ao comentar suas relações com o ex-policial Adriano da Nóbrega, lembrando que Adriano morreu em uma operação policial na Bahia em 2020, durante sua gestão como governador.
"Infelizmente, o que tem de mais podre na política brasileira está no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, todos os ex-governadores foram presos. Ao escolher o Flávio, tem que saber que está pegando a podridão da política do Rio e colocando no todo do poder do País", disse.