Presidente da Câmara de Sumaré (SP) é preso por suspeita de tráfico

9 set 2026 - 11h49
Resumo
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado prendeu Hélio Silva (Cidadania), presidente da Câmara de Sumaré e candidato a deputado federal, na Operação Archimagus. Ele e seu operador financeiro são investigados por envolvimento com o tráfico de drogas, incluindo financiamento, logística e uso de imóveis e empresas no esquema. A ação cumpriu também dez mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e Minas Gerais, mirando locais usados para armazenar entorpecentes.

A Operação Archimagus, deflagrada nesta quarta-feira, 9, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Campinas (SP), prendeu o vereador Hélio Silva (Cidadania), presidente da Câmara Municipal de Sumaré, no interior de São Paulo, e candidato a deputado federal, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Um operador financeiro apontado como "gerente" dos negócios de Hélio Silva também foi preso.

A reportagem procurou Hélio Silva e a Câmara Municipal de Sumaré para comentar. O espaço permanece aberto.

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Ao longo da investigação, foram reunidos indícios relacionados ao financiamento de compra de drogas, à logística de armazenamento e à comercialização em pontos de tráfico na região de Sumaré, a cerca de 120 quilômetros da capital paulista. A apuração também identificou o possível uso de imóveis e empresas na dinâmica criminosa.

Hélio Silva declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1.130.902,71, incluindo uma Ford Ranger ano 2024/2025, uma motocicleta Kawasaki ZX 900 verde, dois terrenos e um apartamento.

Além das prisões, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Campinas, Sumaré e Vinhedo, em São Paulo, e em Jacutinga, em Minas Gerais. Entre os endereços está um imóvel apontado pelos investigadores como possível local de armazenamento de drogas.

A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, por meio do Núcleo de Campinas, além do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (1º BAEP) e do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º BAEP).

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