PF aponta que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha, diz jornal

Defesa de Lulinha afirma que ele não pode ser responsabilizado por declarações de Roberta Luchsinger; entenda

18 ago 2026 - 21h48
(atualizado às 22h41)
Lulinha, filho do presidente Lula, é alvo de inquérito por suspeitas de tráfico de influência no governo federal
Lulinha, filho do presidente Lula, é alvo de inquérito por suspeitas de tráfico de influência no governo federal
Foto: Paulo Giandalia/Estadão / Estadão

Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava ter "autorização" para agir em nome do Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula, conhecido como Lulinha. É o que mostra relatório produzido em novo inquérito, conforme obtido pelo Estadão.

Ao jornal, a defesa do Lulinha diz que ele não pode ser responsabilizado por declarações feitas por Roberta, e que não poderia comentar supostas mensagens cuja autenticidade não está ainda comprovada. A defesa de Roberta fiz que a divulgação de informações “não ajuda a investigação” e disse que o Ministério da Justiça deveria apurar os supostos vazamentos.

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O que aconteceu?

"Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio", teria afirmado Roberta em uma das conversas com um interlocutor que participava de prospecção de negócios junto ao governo federal, dando a entender que seria representante de Lulinha. “Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz trecho da investigação.

Conversas de Roberta obtidas pela PF foram utilizadas como prova para embasar a abertura de três novos inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência dela e de Lulinha ao governo federal. Eles foram solicitados no final de julho a partir de provas colhidas na investigação a respeito de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) -- que apura se Lulinha seria sócio do "Careca do INSS" e se Roberta teria pago desperas de viagens de Lulinha, por exemplo.

Conforme obtido pelo Estadão, os inquéritos têm como foco:

  1. Apurar suspeitas nos negócios da dupla junto ao Ministério da Saúde;
  2. Apurar suspeitas de negócios da dupla na Data prev, empresa de tecnologia do governo federal;
  3. Apurar tráfico de influência em outra área do governo federal.

Leia a nota das defesas na íntegra

  • Lulinha

Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial das referidas supostas mensagens revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e de obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria.

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A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso integral aos dados obtidos pelas quebras de sigilo.

Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori

  • Roberta Luchsinger

A defesa tem sido insistentemente procurada para se manifestar sobre diálogos e conclusões supostamente feitas pela polícia Federal.

E estranho tamanha publicidade tratando-se de um inquérito sigiloso.

Isso não ajuda a investigação, muito pelo contrário.

A pergunta que fica é: quem tem vazado as supostas conversas? Quais interesses estao por trás dos vazamentos ?

Passou da hora do Ministro da Justiça tomar providências.

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Fonte: Portal Terra
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