Oito secretários se afastam da gestão Nunes para disputar eleições em outubro

Prazo de desincompatibilização obrigou saída até 4 de abril; seis concorrem à Câmara dos Deputados e dois à Assembleia Legislativa de São Paulo

30 mar 2026 - 19h28

Oito secretários da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) deixam nesta quarta-feira, 1º de abril, seus cargos na Prefeitura de São Paulo para disputar as eleições gerais de outubro. A lei exige que secretários municipais se afastem de funções executivas com ao menos seis meses de antecedência ao primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026. O prazo legal vence em 4 de abril.

Do grupo, seis pretendem concorrer a cadeiras na Câmara dos Deputados: Orlando Morando (MDB), que chefiava a Secretaria de Segurança Urbana; Enrico Misasi (MDB), da Casa Civil; Sidney Cruz (MDB), da Habitação; Milton Vieira (Republicanos), de Inovação e Tecnologia; Alexandre Leite (União Brasil), das Relações Institucionais; e Rogério Lins (Podemos), do Esporte. Os outros dois, Rui Alves (Republicanos), do Turismo, e Rodrigo Ashiuchi (PL), do Verde e Meio Ambiente, disputam vagas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

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Três dos oito secretários já foram prefeitos de municípios da Grande São Paulo. Morando comandou São Bernardo do Campo, Lins administrou Osasco e Ashiuchi chefiou Suzano.

Edificio Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo
Edificio Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo
Foto: Reprodução:Cesar Ogata/Secom / Estadão

A exigência de desincompatibilização está prevista na Lei Complementar nº 64, de 1990. O objetivo da norma é impedir que candidatos utilizem a estrutura administrativa do poder público em benefício próprio durante a campanha eleitoral. Quem permanecer no cargo após o prazo fica sujeito à inelegibilidade e pode ter o registro de candidatura negado.

A Prefeitura de São Paulo ainda não divulgou os nomes dos substitutos para as pastas que ficarão vagas.

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