O novo Senado que se desenha: nem de direita, nem de esquerda, mas sob domínio do 'Centrão'

Com 54 cadeiras em disputa, pesquisas apontam predominância de partidos de centro na disputa nos Estados

11 ago 2026 - 04h58
Nova composição do Senado pode reunir Arthur Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Helder Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MBD-AL)
Nova composição do Senado pode reunir Arthur Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Helder Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MBD-AL)
Foto: Divulgação/Agência Câmara e Senado

A renovação de dois terços do Senado nas eleições deste ano deve redesenhar a composição da Casa, mas as pesquisas divulgadas até o momento indicam que o principal vencedor tende a ser o "Centrão". Embora PL e PT protagonizem a polarização nacional na disputa pela Presidência da República, os levantamentos para o Senado apontam vantagem para partidos de perfil mais pragmático e fisiológico.

Neste ano, os eleitores escolherão dois senadores em cada um dos 26 Estados e no Distrito Federal, totalizando 54 cadeiras em disputa. Levantamento feito pelo Terra com base nas pesquisas eleitorais mais recentes divulgadas até esta terça-feira, 11, mostra que o MDB reúne o maior número de candidatos entre os dois primeiros colocados nas pesquisas, com 11 nomes. Na sequência aparecem PL (10), PT (7), PP (6), PSB e União Brasil (4 cada) e Republicanos (3).

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Embora o PL apareça isoladamente como a segunda legenda com mais nomes com força de ganhar, os partidos tradicionalmente associados ao Centrão, como MDB, PP, União Brasil, PSD, Republicanos, Podemos e Avante, quando somados, concentram a maior parte dos candidatos que figuram entre os dois primeiros colocados nas pesquisas. 

Mulheres ganham espaço na disputa

Além da questão partidária, as pesquisas também mostram avanço da presença feminina na corrida pelo Senado. Em 14 unidades da Federação, ao menos uma mulher aparece entre os dois primeiros colocados nas intenções de voto e, no Distrito Federal e São Paulo, as duas primeiras posições são ocupadas exclusivamente por mulheres.

Ao todo, 16 mulheres figuram entre os dois primeiros colocados, em alguns casos com empate técnico com um homem. Apesar desse crescimento, homens ainda predominam na maior parte das disputas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

A bancada feminina do Senado Federal conta atualmente com 16 parlamentares, representando cerca de 19,7% do total da Casa. 

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Cenário por Estado de momento, com os dois favoritos da disputa ao Senado

  • Acre (AC): Márcio Bittar (PL) e Gladson Cameli (PP).
  • Amapá (AP): Rayssa Furlan (Podemos) e Randolfe Rodrigues (PT).
  • Amazonas (AM): Capitão Alberto Neto (PL) e Eduardo Braga (MDB).
  • Pará (PA): Helder Barbalho (MDB) e Éder Mauro (PL).
  • Rondônia (RO): Dr. Fernando Máximo (PL) lidera; Silvia Cristina (PP), Confúcio Moura (MDB) e Bruno Scheid (PL) disputam a segunda vaga em empate técnico.
  • Tocantins (TO): Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB).
  • Alagoas (AL): Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB), após a saída de Alfredo Gaspar da disputa para ser vice na chapa com Flávio Bolsonaro.
  • Bahia (BA): Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).
  • Ceará (CE): Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil).
  • Maranhão (MA): Duarte Jr. (Avante) e Roseana Sarney (MDB).
  • Paraíba (PB): João Azevêdo (PSB), lidera; Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Marcelo Queiroga (PL) estão empatados.
  • Pernambuco (PE): Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).
  • Piauí (PI): Marcelo Castro (MDB) e Ciro Nogueira (PP).
  • Rio Grande do Norte (RN): Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT).
  • Sergipe (SE): Delegado André David (Republicanos) e André Moura (União Brasil).
  • Distrito Federal (DF): Leila do Vôlei (PDT) e Michelle Bolsonaro (PL).
  • Goiás (GO): Gracinha Caiado (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD).
  • Mato Grosso (MT): Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB).
  • Mato Grosso do Sul (MS): Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL).
  • Espírito Santo (ES): Renato Casagrande (PSB) e Sérgio Meneguelli (PSD).
  • Minas Gerais (MG): Marília Campos (PT) e Marcelo Aro (PP).
  • Rio de Janeiro (RJ): Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos).
  • São Paulo (SP): Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
  • Paraná (PR): Gleisi Hoffmann (PT), Alexandre Curi (Republicanos) e Deltan Dallagnol (Novo) aparecem empatados após a desistência de Álvaro Dias.
  • Rio Grande do Sul (RS): Manuela D'Ávila (PSOL) e Marcel van Hattem (Novo).
  • Santa Catarina (SC): Caroline de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL).
Fonte: Portal Terra
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