Mexer na aposentadoria não altera equilíbrio fiscal; não se toca direito adquirido, diz Caiado

26 ago 2026 - 11h46
Resumo
Em sabatina, o pré-candidato Ronaldo Caiado afirmou que não alterará direitos adquiridos na Previdência, defendendo o crescimento do PIB e o combate a desvios fiscais em vez de punir aposentados. Sem detalhar cortes de gastos imediatos, Caiado criticou a política fiscal do governo Lula e propôs medidas para a educação, como o fim da aprovação automática de estudantes e melhorias na qualificação docente do ensino superior.

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que mexer na Previdência Social não altera o equilíbrio fiscal e que não quer tocar no que chama de "direito adquirido". As declarações ocorreram durante sabatina da rádio CBN e dos jornais O Globo e Valor Econômico, nesta quarta-feira, 26.

"Em direito adquirido você não toca", declarou Caiado, ao ser questionado sobre uma eventual reforma da Previdência. O candidato do PSD também criticou "penalizar o mais pobre que recebe salário mínimo" e defendeu o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em vez de "punir o aposentado".

Publicidade

"Tenho tantos assuntos prioritários, vou mexer em direito adquirido?", reiterou. Segundo ele, a reforma da Previdência será tratada no momento em que o governo "limpar a casa". Ele também mencionou a revisão do que chamou de "excessos, desmandos, corrupção e desvios". Caiado também falou sobre as emendas parlamentares e os incentivos fiscais.

O ex-governador de Goiás criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por, segundo ele, não tolerar o debate sobre equilíbrio fiscal. No entanto, Caiado não informou exatamente onde fará cortes de despesas. "No momento em que eu ganhar a eleição, já posso pedir os dados, e a transição já trabalhar", disse.

O candidato do PSD afirmou ainda que, em sabatinas com a imprensa, tem o dever de apresentar "parâmetros gerais", e não "descer a nível de minúcia".

Educação

Publicidade

Na sabatina, Caiado também afirmou que proibirá a "aprovação automática" nas instituições de ensino brasileiras.

"Não autorizo passar de ano por questões cronológicas", afirmou. O ex-governador de Goiás disse ainda que nunca ouviu falar de aprovação automática e disse que vai proibi-la "sem dúvida alguma".

O candidato também afirmou que, atualmente, as faculdades brasileiras "não têm um quadro de docentes capazes de aplicar as matérias necessárias".

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se