Google, Meta e X informaram ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que não detectaram irregularidades na atuação do canal de WhatsApp "Exército do Lula", gerido pelo deputado André Janones. Em resposta à ordem judicial que apurava manipulações e disseminação de desinformação, as plataformas concluíram que, embora coordenadas pelo parlamentar, as ações dos apoiadores do presidente Lula foram realizadas por perfis autênticos, sem violar as políticas de uso das redes.
BRASÍLIA - Em resposta ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, as plataformas Google, Meta e X afirmaram não terem encontrado indícios de irregularidades na atuação do canal de Whatsapp "Exército do Lula".
Na última quinta-feira, 22, o ministro havia ordenado que as empresas entregassem, no prazo de 24 horas, relatórios técnicos sobre a atuação coordenadas nas redes sociais a partir do canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
As plataformas informaram que, apesar de terem sido coordenadas pelo parlamentar por meio do Whatsapp, as ações virtuais de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram feitas por meio de perfis autênticos.
"Canal 'EXÉRCITO DO LULA'. A análise do Canal à luz das Diretrizes de Canais consta da declaração técnica anexa (Doc. 01), que constatou que não há violação das políticas, detalhando as políticas e metodologia para detecção de conteúdo violador", disse a Meta.
Nunes Marques havia solicitado que as empresas identificassem possíveis amplificação artificial do alcance de publicações, uso de perfis inautêncticos, manipulação de recursos de busca e disseminação de informações falsas.