Jorge Messias deu sua primeira declaração pública após ter sua nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado na noite desta quarta-feira, 29. Em discurso aos jornalistas, o advogado-geral da União iniciou agradecendo pela oportunidade de ter participado do processo de escolha do substituto do ministro Luís Roberto Barroso.
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“Fui recebido de forma generosa por 78 senadores. Não tenho nada que falar sobre a conduta de ninguém, sou grato aos votos que recebi. Cada um cumpre seu processo e hoje cumpri o meu. Participei de uma sabatina com o coração aberto, de forma leve. Falei a verdade, o que sinto”, iniciou.
Com tom bastante voltado para o aspecto religioso, Messias aceitou a decisão dos senadores. O Plenário deu 42 votos contrários e 34 a favor da nomeação. Eram necessários ao menos 41 dos 81 senadores a favor para que ele assumisse a cadeira no STF.
“A vida é assim. Tem dias de glórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Senado é soberano, o Plenário do Senado é soberano. Faz parte do processo democrático, saber ganhar e perder. Não é simples alguém com minha trajetória passar por uma reprovação, mas quero dizer algo muito importante: aprendi que minha vida está nas mãos de Deus e ele sabe de todas as coisas. As pessoas precisam entender que as respostas às vezes não são as que gostaríamos. Lutei um bom combate, como todo cristão. Preciso aceitar o plano de Deus na minha vida”, continuou.
Messias, porém, afirmou ter sido vítima de campanha difamatória: “Minha história não acaba aqui, tenho uma vida limpa. Passei cinco meses de processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem provocou isso”.
O advogado encerrou agradecendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e falando sobre o futuro: “Sou grato a Deus e pela confiança que o presidente Lula depositou em mim. Não encaro isso como o fim, é uma etapa do processo da minha vida. Agora é bola pra frente, vamos seguir nossa vida. Não preciso de um cargo público para me sustentar, ter qualquer tipo de benefício pessoal”.