O senador Flávio Bolsonaro aproveitou a sabatina de Jorge Messias nesta quarta-feira, 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defender os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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Pré-candidato à Presidência, Flávio associou Lula aos "maiores escândalos de corrupção do país" ao mencionar casos como Mensalão, Petrolão, Banco Master e fraudes envolvendo benefícios do INSS. "Coincidência, sempre ele", declarou o senador.
Flávio também cobrou explicações sobre a atuação do Messias na AGU nas ações ligadas ao escândalo do INSS e afirmou que entidades suspeitas, entre elas o Sindnapi, não teriam sido incluídas entre alvos de bloqueio judicial.
Sem mencionar diretamente o irmão de Lula, Frei Chico, vice-presidente do sindicato, Messias respondeu que "ninguém foi poupado" nas investigações. Segundo ele, todas as medidas adotadas seguiram os limites legais e técnicos. "Não olho processo por nome de capa", afirmou.
Flávio também abordou o tema dos presos do 8 de Janeiro. O senador classificou o julgamento conduzido pelo STF como uma "farsa", disse que inocentes foram condenados e perguntou se Messias considera os sentenciados uma ameaça à democracia.
Na mesma linha, o parlamentar voltou a mirar o ministro Alexandre de Moraes. Sem apresentar provas, acusou Moraes de interferir nas discussões sobre anistia no Congresso ao supostamente influenciar a redação de propostas em tramitação.
Em resposta, Messias evitou se posicionar diretamente. Segundo ele, o processo penal "não é ato de vingança, é ato de justiça" e defendeu princípios como proporcionalidade da pena, individualização da conduta e legalidade estrita.
Sobre uma eventual anistia aos condenados pelos ataques de Brasília, o indicado afirmou que a decisão cabe exclusivamente ao Parlamento e ressaltou que, caso seja aprovado para o STF, não poderia antecipar posicionamentos sobre tema que eventualmente poderá julgar.
Messias classificou o 8 de Janeiro como "um dos episódios mais tristes da história recente" do país e destacou que eventuais excessos nas condenações podem ser revistos futuramente.