Lula volta a prometer Ministério da Segurança em ato de campanha no Rio

Presidente reforça compromisso com a segurança pública e destaca a importância de uma PEC para fortalecer o papel da União no combate ao crime

22 ago 2026 - 14h08
(atualizado às 14h41)
Resumo
Em ato de campanha no Rio de Janeiro ao lado de Eduardo Paes, o presidente Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso seja reeleito, fortalecendo a atuação federal e integrando forças policiais por meio de uma PEC. O evento também contou com a primeira-dama Janja, que destacou a força decisiva do voto feminino, a defesa dos direitos das mulheres e a expansão de escolas de tempo integral para combater a criminalidade e apoiar as famílias.
Lula defendeu a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública como saída para devolver os territórios à população
Lula defendeu a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública como saída para devolver os territórios à população
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública em um eventual quarto mandato. "A gente tirou o papel do governo federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado. A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC da Segurança Pública (para o Senado) e, quando ela for votada, criarei o Ministério da Segurança Pública, vou preparar mais a Polícia Federal, mais a Polícia Rodoviária", afirmou Lula, durante ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas. A criação da pasta também consta no seu programa de governo.

Lula defendeu a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública como saída para devolver os territórios à população. "Nós vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 1,2 mil, vamos prender e dizer que a rua é do povo e não dos bandidos", afirmou aos presentes.

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O presidente ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. "Ele está começando essa limpeza, você (Paes) vai chegar e pegar o Estado já com a limpeza boa. Você vai encontrar o Estado mais limpo", afirmou Lula ao candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD).

Essa é a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. O ato tem a presença do candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Ex-prefeito da capital e antigo aliado de Lula, Paes já havia sinalizado que não dividiria palanque com o candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD.

Mulheres foram decisivas para eleger Lula, diz Janja

Durante o evento, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva enalteceu o peso do voto feminino na campanha à reeleição de Lula. Ao defender a participação feminina na política, Janja afirmou que as mulheres são "guardiãs da democracia brasileira" e atribuiu a elas papel central na eleição de 2022. "Fomos nós, em 2022, a força decisiva para eleger o presidente Lula e seremos nós, mulheres, mais uma vez essa força fundamental para decidir o futuro do nosso Brasil", declarou no ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

Janja fez ainda uma analogia com a roda de samba sobre a importância da união para construir "os avanços que o Brasil precisa". "Ninguém faz uma roda de samba sozinho". Ao abordar o tema da segurança pública, enfatizou que o governo federal trabalha para ampliar a integração entre União, Estados e municípios no combate ao crime organizado.

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"Lula e o governador Eduardo Paes, porque já é governador, sabem da responsabilidade que temos com a segurança pública. O presidente Lula apresentou um projeto de emenda constitucional para que o governo federal possa, efetivamente, transformar a vida nas comunidades, ampliando a integração entre União, Estados e municípios no combate ao crime organizado", defendeu.

Janja disse que o Estado é "terra de mulheres fortes e inspiradoras" e citou nomes como Benedita da Silva, Elza Soares e Marielle Franco como símbolos de resistência, enfrentamento ao racismo, ao machismo e à violência política de gênero. A primeira-dama destacou que Elza transformou a própria voz em "grito de resistência" e lembrou Marielle como "cria da Maré" que converteu sua trajetória em luta por direitos e justiça social. Segundo ela, mesmo após o assassinato da vereadora, Marielle segue inspirando "milhões de mulheres, jovens e meninas".

A primeira-dama também exaltou o papel das mulheres na vida cotidiana e na construção da cidade. "Terra de mulheres que trabalham, escutam, criam seus filhos, seus netos, constroem suas comunidades, fazem arte, cultura, ciência, fazem política e fazem o Rio de Janeiro", disse.

Ela defendeu um país "onde meninas possam crescer livres, sem medo e com oportunidades", com enfrentamento ao feminicídio e a todas as formas de violência contra mulheres. "Queremos nossos meninos e meninas na escola, praticando esporte, fazendo cultura, aprendendo uma profissão, sonhando com um futuro digno — e não sendo atraídos pelo crime", afirmou.

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Na agenda de políticas públicas, a primeira-dama citou medidas para conciliar trabalho e cuidados familiares, além de ações de saúde voltadas às mulheres "em todas as fases da vida". Também defendeu a ampliação de escolas em tempo integral, argumentando que o modelo aumenta oportunidades para crianças e dá condições para que mães possam trabalhar e estudar.

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