Durante cerimônia em Brasília, o presidente Lula pediu o apoio do senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão ao projeto de lei sobre a exploração de terras raras e minerais críticos. Mourão declarou que apoiará a iniciativa por considerá-la alinhada à sua visão, embora reconheça que a aproximação pontual com o governo petista pode render críticas e acusações de traição por parte de seus aliados bolsonaristas em razão da polarização política.
Um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), chamou atenção nesta terça-feira (25), durante a cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Durante uma conversa rápida, Lula pediu o apoio de Mourão ao projeto de lei que trata da exploração de terras raras e de minerais críticos e estratégicos.
Mourão confirmou o pedido e afirmou ser favorável à proposta. "Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio", relatou o senador ao jornal O Globo. Questionado se seguiria a solicitação de Lula, Mourão respondeu que a medida está "dentro da minha visão sobre o assunto". O posicionamento ocorre apesar de o senador ter sido vice de Bolsonaro e atualmente apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
O episódio também provocou uma avaliação de Mourão sobre possíveis reações dentro do campo político ligado ao bolsonarismo. Segundo o senador, aliados podem criticá-lo pela disposição em apoiar uma pauta defendida pelo governo Lula. "Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor", afirmou. A declaração evidencia o ambiente de polarização política, no qual até mesmo conversas institucionais entre adversários podem gerar repercussões entre seus respectivos grupos.